2018 – A ESPERANÇA – 16/12/16

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Todos auspicam que “2018”, com a eleição de deputado para uma nova legislatura, encerre o ciclo do “Brasil passado a limpo”.

Tomara que assim seja, mas isso não vai acontecer automaticamente, tem um ditado famoso que diz que o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Acrescente ao termo “liberdade”, também; ética, competência, espírito público, etc; todos estes atributos necessitam “eterna vigilância”.

Por enquanto não podemos nos queixar; a mais recente tentativa de obstar as iniciativas da Polícia, Promotoria e Juizado relativa a operação “Lava Jato”, a reação foi pronta, … o povo nas ruas.

Temos que fazer mais, com o indispensável apoio da mídia, tem que se conhecer mais e melhor os futuros candidatos a deputados e senadores.

Que informações reais sobre os candidatos pode oferecer a “propaganda gratuita” na televisão?

Quase nenhuma, e sobre isso, os preocupados leitores devem convir.

Deve-se, achar outro meio mais eficaz…

Talvez, seria melhor, de início, pensar em proibir a propaganda via rádio e TV e voltar aos comícios de antigamente. Comícios esclarecedores, não as reuniões para aclamar os políticos “a” ou “b”, mas sim, ver os políticos em praça pública, explicando porque querem o voto.

Sendo praticamente impossível que isso aconteça, vamos pela segunda opção: o voto distrital.

Com isso, o candidato é obrigado a mostrar a cara à comunidade que o vai escolher, e nada lhe valeriam os inúmeros votos que a “máquina partidária” amealharia nos brasis afora.

Será lá naquele distrito, frente aquele povo, que os candidatos deverão cimentar-se.

Esta seria uma boa solução.

Mas será implantada a tempo para as eleições de 2018?

Acho que já em 2017, este tópico deveria ser levantado, debatido e resolvido…

Por quem…? Pelos bons deputados que temos atualmente na Câmara são muitos, mas não todos, infelizmente.

Nesta tarefa difícil e penosa é de suma importância que a mídia, nacional, regional e até municipal, deveria apoiar ativamente, mostrando quem é quem de forma isenta e transparente.

Jogo aberto.

Somente assim, amigo leitor, teremos uma Câmara na qual os interesses dos vários “povos distritais” serão bem representados.

Apoio o voto distrital, para ser a única forma viável de depurar o nosso Congresso, apesar do meu temor de que a soma dos “interesses distritais” nem sempre coincidirá com os interesses nacionais.

Tomara que esteja enganado.

Então… temos que iniciar algo a respeito e para valer em 2017, de forma que nas eleições de 2018, o sistema já esteja operante, antes que se antevejam os candidatos à Presidência da República descaracterizando, pela polarização nos nomes dos candidatos a Presidente, a mais importante eleição, a dos Parlamentares.

A eleger Presidente, nos regimes presidencialistas que assolam a américa latina, amontoam-se em relação a uma única pessoa, esperanças e delírios, expectativas e frustações…

É a maneira errada de proceder; o certo seria confiar num “sistema” que ultrapasse as pessoas, em benefícios da coletividade.

Este sistema, leitor atônito, é o “sistema parlamentar”.

Comparem a simplicidade da troca do governante em regime parlamentarista com o nosso sistema presidencialista (com 40 partidos…).

Na Inglaterra e na Itália (em 2016) em poucos dias formou-se outro governo. No Brasil, o País ficou acéfalo por mais de um ano, e vai continuar ainda em frangalhos até as eleições de 2018.

Lembra-se, leitor cuidadoso, o Brasil votou duas vezes para o Presidencialismo… portanto, tem todo o direito de ir de mal em pior.

 

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