ALLAH É GRANDE! – 8/1/18

Allah

Com esse grito, o terrorista mata, atropelando ou fuzilando:

  • uma dona de casa de 42 anos que estava saindo do supermercado com as compras da semana;
  • uma moça, recém-casada, que estava indo a um cabeleireiro da vizinhança;
  • o eletricista, a dois meses da aposentadoria, que estava verificando as conexões elétricas dos luminosos de um bar;
  • as irmãs Louis e Erta, 7 e 9 anos que estavam em companhia da tia Helsie;
  • a própria tia Helsie.

Além dessas pessoas, que morreram na hora, ficaram gravemente feridas outras duas pessoas, e mais onze com ferimentos variados. ALLAH É GRANDE, gritou o sujeito, autor do massacre – ALLAH É GRANDE!

Em vista do ocorrido, alguém poderia associar o desagradável fato à grandeza de ALLAH?

Não, não poderia e não deveria.

ALLAH, palavra do Zé Ninguém, não tem nada a ver com o mencionado.

O seu profeta Maomé, instituiu a lei islâmica (sharia) e a guerra aos infiéis, mas isso foi no começo do começo. Instalado o islamismo nos países árabes, em todo o norte da África e até na Espanha, o islamismo “maduro” digamos, se distinguiu pela sua tolerância, evidentíssima, durante os séculos nos quais permaneceu na Espanha.

Um atributo de ALLAH é o de ser compassivo, é o que Zé Ninguém informa.

Um episódio histórico amplamente conhecido no mundo civilizado, trata das nefandezas de um exército de “cruzados” (seria uma ofensa a N. S. Jesus Cristo chamá-los de “cristãos”) que assolaram com ecídios as terras palestinas. O chefe dos exércitos islâmicos, um tal de Saladin (Salah al Din Yusuf) sultão, reconquistou as terras ocupadas pelos cruzados, e, na famosa batalha de Hattin, os derrotou estrondosamente.

Era possível, ao Saladin, e até seu dever, executar milhares desses soldados criminosos em seu poder. Em vez disso, executou somente o chefe, perdoando os demais. (Viu, Lula…?, pode-se perdoar os Dirceus e os Cunhas? e “tutti quanti”).

Ele, vencedor, foi como Allah, compassivo.

Os atuais terroristas que gritam o nome Dele, são compassivos? Não são, são pobres coitados que instigados por criminosos (não islâmicos, na interpretação do Zé Ninguém) cometem atrocidades, tais quais, os soldados cruzados, anistiados por Saladin.

Portanto, o objetivo do mundo civilizado (existe isso?) seria punir os chefes do califado, o assim denominado Estado Islâmico. Nota curiosa, entre as tantas e meritórias ações do Saladin, consta a abolição do… califado.

Finalmente, não deve-se associar o islamismo ao terrorismo do califado, mas sim tratá-lo como uma religião.

Esta distinção é essencial para isolar o terrorismo que apropriou-se indevidamente do islamismo para dispor de “carne de canhão”, dizia-se na Europa dos soldados dos diversos exércitos que sem nada saber e nada a receber eram enviados ao massacre.

Zé Ninguém, sempre foi um admirador do Saladin, como foi admirador do Imperador Frederico II que, convidado pelo Papa a chefiar uma Cruzada, por ser o Imperador do Sagrado Império Romano (germânico), recusou-se e por isso foi excomungado. O mesmo FREDERICO repensou e chefiou a tal Cruzada. O pessoal de Roma, esqueceu de “desexcomungá-lo” assim ocorreu uma Cruzada chefiada por um excomungado.

Isso foi no começo.

Chegado à Terra Santa, Frederico pegou um pequeno grupo de cavaleiros e foi para Jerusalém, lá conheceu a filha do rei, casou-se com ela e voltou ao acampamento dos cruzados informando-os que, se o objetivo era a conquista de Jerusalém, este ele já havia conseguido, por ser o imperador do Sacro Romano Império, ser também o herdeiro do Reino de Jerusalém.

“Bem”, os demais chefes das Cruzadas “não é bem assim que se conduz uma Cruzada…, o certo seria guerrear… em nome de Deus, claro”.

Enfim, Frederico pode-se considerar como a contraparte cristã ao compassivo Saladin.

Se Saladin fechou o califado de outrora, o que diria ou faria com o “califado” de agora?

Deixem de se preocupar com o resultado do Fla-Flu (ou coisa similar) e pensem nos assuntos apresentados.

 

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