A AVACALHAÇÃO ESTÁ VENCENDO… – 18/6/18

Avacalhacao

Com a saída do Pedro Parente da presidência da PETROBRAS, a avacalhação do país fez grandes avanços. Até o Presidente da Câmara, de muitas atitudes louváveis, cedeu ao besteirol que assola o país.

A luta do Henrique Meirelles para tentar colocar o Brasil na rota do progresso e desenvolvimento, vitoriosa até pouco tempo atrás, perdeu-se pela 2ª denúncia feita pelo caolho Janot, e pela “tibieza” do Congresso em aprovar a Reforma Previdenciária, reforma que não foi discutida, mas somente esculhambada; assim, com estas duas “derrotas” as quais somadas agora à saída do Pedro Parente da PETROBRAS, concluiu-se o fracasso (provisório, espera o Zé Ninguém) do legado de Henrique Meirelles.

Antes de voltar ao assunto petrolífero, o Zé Ninguém gostaria de lembrar que a maioria dos congressistas foi eleita no rastro das mentiras da campanha eleitoral da dupla Dilma-Temer.

Nunca esquecer que a maioria dos congressistas… não é anjinho inocente… ou é?

Voltemos ao petróleo.

Na origem, o lema tornado popular “o petróleo é nosso”, conduziu à criação da PETROBRAS, com o apoio do Zé Ninguém que, pasmem, discutiu com o geólogo dessa empresa (entre as décadas de 50 e 60) afirmando então, como continua afirmando agora, que no Brasil (continental) não tinha petróleo. Claro está que não podia existir petróleo no escudo granítico do centro nordeste do país, nem no grande derrame basáltico do centro-sul (Maluf, sim ele mesmo, gastou fortunas dos contribuintes paulistas na busca do petróleo naquela província geológica). E a Amazônia? A atual “calha amazônica” (erradamente chamada de rio), escoa os grandes rios que desembocavam no “mar interior” (mediterrâneo) e que atualmente é a grande planície amazônica, com a sua exuberante, mas frágil floresta. Então, pelos cálculos do Zé Ninguém da época, cerca de 90% da área do país não podia conter petróleo.

Esqueci de dizer que a formação da atual planície amazônica deu-se após o ciclo geológico da formação do petróleo.

Mas o “petróleo”, que finalmente veio do mar, “é nosso”. A PETROBRAS existia e entre um percalço e outro, entrou nos eixos após o assalto aos seus cofres, permitido pelo anjinho Lula.

No momento, torna-se necessário analisar a certidão de nascimento e batismo da própria PETROBRAS, “o petróleo é nosso”.

O que significa? Supõe o Zé Ninguém, que essa riqueza potencial, deve ser explorada em benefício da nação, em primeira instância, e, em segunda instância, pelos próprios brasileiros.

A simples criação da PETROBRAS permitiu a segunda dessas fundamentais instâncias. Em relação à primeira instância citada, a utilização desta fonte energética em benefício da Nação, isto é, de todos, parece que não foi conseguida.

O Zé Ninguém ficou sabendo, pelos jornais, que a PETROBRAS aplica aos preços dos seus produtos, o critério do preço internacional do petróleo.

Posto isso como verdadeiro, o que o zé povinho ganhou? Nada, se valem os preços internacionais, qualquer fornecedor alienígena poderá fornecer o produto e nem precisará extraí-lo do nosso mar territorial. A preço internacional, o petróleo pode vir de onde for. Estará, então, errada a PETROBRAS do Parente que provocou a greve dos motoristas de caminhão? Não, Pedro Parente estava e continua a estar certo na sua política empresarial, quem está errado é o Brasil inteiro, desde o mais humilde campesino até as mais altas inteligências nacionais.

De fato, continua-se confundindo inflação com aumento de custo. A inflação é sempre causada pela oferta inferior à demanda. O aumento de custo, como o próprio nome indica, é o custo maior para se produzir algo, independentemente do atendimento e das necessidades do mercado.

Inflação e o aumento de custo, quase sempre associados a um único indicador no Brasil, não têm nada em comum para serem reunidos… aliás, nem são parentes, não são parentes nem de 4º grau, eles são meros vizinhos, vizinhos para azucrinar a vida das pessoas.

No Congresso deve existir um economista… por que não explica isso ao zé povinho, e, principalmente aos seus honoráveis colegas?

Hipotizemos agora que a política de preço da PETROBRAS de alinhamento aos preços de mercado internacional esteja correta e aceita. O que deveria acontecer com os maiores preços dos produtos petrolíferos?

Por serem “aumento do custo” em relação ao passado imediato, deveriam ser incorporados à economia. Os fretes deveriam subir, e os maiores custos dos fretes deveriam ser pagos pelos produtos transportados. Essa é a realidade válida, em um regime socialista, assim como num regime capitalista.

Isto vale na Terra toda, vale na Lua, em Marte, Saturno e até no possante Júpiter. Se, nas longínquas estrelas, encontrar-se-ão planetas tipo a Terra, aí também essa regra valerá.

Aliás, o Zé Ninguém afirma que em toda a nossa galáxia, a Via Láctea, esse critério valerá sempre. Pela costumeira modéstia do Zé Ninguém, ele admite que, sim, em outras galáxias, isso pode não valer.

Mas, já que a confusão foi criada, o que poderá ser feito?

Bem, explica pacientemente o Zé Ninguém, aplica-se o conceito do “petróleo é nosso” concomitantemente ao critério de “aumento de custo” que incide sobre toda a sociedade. Como?

Bem, se a PETROBRAS (do Pedro Parente) gerar lucros, esse lucro é “nosso”. Deve-se somente definir como passará a ser “nosso”, não certamente financiando fundos partidários, o déficit crônico da administração pública.

Em muitos países produtores de petróleo, os lucros derivados deste redundem em uma redução de impostos ou, até a total eliminação e, a seguir, se possível, educação e saúde gratuita para todos.

Consultas populares seriam oportunas para saber onde aplicar os lucros da PETROBRAS de Pedro Parente ou, talvez, o próximo Congresso, bom ou ruim, que resultar, decida. Se o Congresso for ruim, as decisões serão ruins, e ruim será para o povo brasileiro que votou erradamente.

Em relação aos maiores custos, esses devem ser repassados para a sociedade, isto quer dizer, não fiquem pasmos, é somente a realidade; deve-se evidenciar que a sociedade brasileira ficou mais pobre, sim ficamos mais pobre. Alguém deve ter coragem de dizer: O Brasil ficou mais pobre!

Resumindo, os custos elevados redundam ao empobrecimento do país, bem como o votar errado também leva a um ulterior empobrecimento do Brasil.

Deu para entender?

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