BRASIL, PERDIDO NUMA SELVA ESCURA… – 2/10/18

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Pior; numa selva claríssima, na qual as opções para presidir o País, são nada satisfatórias.

Pelas inúmeras pesquisas eleitorais, na liderança constam dois extremismos.

“Qual seria o menos pior?” é a pergunta angustiada do eleitor. O que ele esperava era escolher frente ao dilema “Qual seria o melhor?”

Triste sina.

… mas merecida.

Não protestou convenientemente face a omissão do Congresso em discutir a Reforma Previdenciária.

Não protestou, nas ruas, quando os congressistas, unânimes, aprovaram fundos partidários vultuosos que permitiram garantir… a não renovação do Congresso.

Não foi para a rua, exigindo dos congressistas a instituição do voto distrital puro, que permitiria uma relação direta e salutar entre o eleitor e o seu representante.

Não propuseram, e muito menos, exigiram, a reforma da Constituição na sua aberrante e antidemocrática distribuição das cadeiras dos deputados nos estados.

Siquer se manifestaram, contra o ilógico, e também antidemocrático sistema de atribuir três senadores por estado. Desta forma equipara, a tão elogiada Constituição de 88, os gloriosos porém menores (em população) estados do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, com os populosos estados  de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul; criando assim uma sub representação destes últimos e uma inexplicável hiper representação dos primeiros (e não únicos).

Não se manifestou quando da tentativa do governo do PT em impingir o “controle social da mídia”, primeiro e fundamental passo para implementar uma ditadura.

Há mais, muito, muitíssimo mais casos de omissões dramaticamente funestas para o destino do País.

É deveroso, porém, registrar dois eventos positivos dos cidadãos, a rejeição da proposta do desarmamento que, unido, ao “controle social da mídia” teria aberto as portas a uma ditadura.

Mais impressionantes e efetivos foram as manifestações de rua pelo “impeachment” da Dilma, o 1º poste do Lula; manifestações que não se repetiram nas graves situações atuais.

No aspecto negativo porém há mais, muito mais, por duas vezes o eleitor escolheu o caduco, por antifuncional, sistema presidencialista em lugar do mais republicano sistema parlamentarista; o sistema que permite trocar o governo em dias e sem excessivos problemas, a comparar com o longo e traumático processo do “impeachment” que tornaram acéfalos a governança do País por longos períodos.

Como exemplo, de maneira simples, sem perdas de tempo, sem o blábla do “golpe” e sem enfraquecer a economia, a Dona Dilma teria sido retirada do Governo em um dia, e em uma semana ou duas, teríamos um novo Primeiro Ministro expressão da vontade da maioria do povo.

No caso do atual Presidente Temer, se forem verdadeiras as estatísticas de rejeição, das quais pode-se duvidar tranquilamente, o processo seria o mesmo, tira-se num dia, e, em pouco tempo, teria-se um novo Governo.

Tem mais, muito mais, em relação a omissão do eleitor em termos de escolhas eleitorais.

Um exemplo?

As pesquisas eleitorais, sempre elas, apresentam para o Senado do Paraná o Sr. Requião, e em Minas Gerais … Dilma Rousseff, a mesma escorraçada do cargo pelo povo e julgada criminosa pelo Senado da República.

Que mais para destruir o País?

Tem mais muito mais.

Porém, para mostrar que tinha uma luz no fim do túnel eleitoral, cita-se a postura realista de outro candidato à Presidência, Henrique Meirelles “… sem uma economia pujante, como conseguir, empregos, renda, educação e segurança?”

Candidatos bons, tem eleitores bons, parece que não.

Torço, torço intensamente para estar errado.

 

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