CARTA ABERTA AO ELEITORADO NORDESTINO (e assemelhados) – 13/8/18

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Demoraria horas, dias e anos um diálogo franco e aberto, da minha pessoa com o povo nordestino.

Um terço da minha vida adulta foi passada no Nordeste e Norte; trabalhei em todos os Estados e em todos os “territórios” dessa parte do Brasil.

Conheço, no limite de um ser humano, coisas e gente de lá. Trabalhei com peões, ombro a ombro, tratei com gestores, engenheiros e políticos.

Enfim, sinto-me à vontade em manifestar a esse povo as minhas considerações.

A primeira é que o estado de penúria que há séculos assola o Nordeste tem duas causas principais:

  • a inclemência da natureza;
  • a obtusidade dos políticos locais.

Em relação ao segundo tópico, convém salientar que não se trata dos políticos atuais, mas de algumas décadas atrás, … digamos, os políticos anteriores ao Governador da Bahia… Balbino.

Alguém se lembra dele? Década de 50.

O que fizeram, ou melhor, o que não fizeram os políticos nordestinos de antanho?

Não aproveitaram as oportunidades que o desenvolver da história proporcionava.

Como exemplo, um entre tantos, pode-se citar a política de imigração. Nos estados do centro e do sul, os políticos locais incentivaram a imigração provinda de uma Europa sempre em guerras. Além dos portugueses, sempre presentes, vieram, em levas maciças, espanhóis, italianos, poloneses, ucranianos, alemães, sírios… libaneses e, há exatos 110 anos, japoneses.

O sul cresceu com a visão dos seus estadistas e com o trabalho dos seus imigrantes.

Eis então a mensagem desta carta aberta ao eleitorado nordestino.

Votem em bons políticos.

Sim, é fácil dizer, mas como fazê-lo? Como orientar-se neste cipoal de siglas partidárias, de caciques sedimentados, de currais estabelecidos?

Não sei.

Não sei, porém, posso dar algumas pistas.

Entre esquerda e direita… não vote em lado nenhum. Voto para liberais, por aqueles que advogam o livre mercado, e não o estado assistencial que impera no Nordeste.

Entre uma esquerda nacionalista (Ciro Gomes) e uma política realista liberal (Henrique Meirelles) escolha, sem temor, este último.

O realismo (de Meirelles) não faz mal a nenhum país em nenhuma época.

O nacionalismo e o esquerdismo, sim.

Um exemplo insofismável? A Coreia.

Um mesmo país, dividido ao meio, por questão política, resultou numa ditadura esquerdista ao Norte e uma república liberal ao Sul.

Resultado após três gerações: a renda per capita da Coreia do Sul é vinte vezes maior que a da Coreia Socialista do Norte.

Pior… Os coreanos do Sul estão fazendo turismo aos milhões, em todos os países do mundo.

Os do Norte, não. Estão confinados e têm somente o direito de trabalhar, marchar, e ouvir os discursos do “chefe” deles, o ditador Kim Jong-un.

Voltemos ao Brasil.

Você eleitor nordestino, não votaria num mentiroso, votaria?

Não, com certeza não, para um mentiroso passar a roubar, é um passo rápido e fácil.

Lembra-se, eleitor nordestino (e assemelhados) que você votou para Dilma? Lembra-se?

Lembra-se também que entre outras tantas mentiras associadas à oposição, campeava aquela que disse que, se vencesse essa última, as bolsas famílias seriam extintas.

Então, eleitor nordestino, você sabe muito bem que as bolsas famílias não foram extintas.

O governo do “fora Temer” não as extinguiu, o Ministro das Finanças, Henrique Meirelles não as extinguiu.

Então, caros amigos, a esquerda nacionalista mentiu… e continua mentindo.

Você continua votando neles? Não deveria.

Não deveria pelas razões acima expostas e ainda por você ser um eleitor privilegiado.

Como privilegiado? Direi.

Privilegiado porque a Constituição de 88, depois de declarar que o voto é igual para todos pilar indubitável da democracia, vem a dita Constituição de 88, gaiata como sempre, “dispor” que o voto dos nove estados nordestinos valem mais que os votos, por exemplo do Estado de São Paulo ou Minas Gerais.

Não sabia? Pois é, é assim.

Mas entre as coisas nefastas da política de hoje em dia, fora a “Lava-Jato”, existe a famosa “janela de troca de partido”. Esta é nefanda, suja, e mais, é um escarnio (que a Constituição tíbia de 88 permite) que se faz com o eleitor.

Você vota por um político, isto é, num partido, num programa, e este seu “representante” resolve passar para outro partido, outro programa, cuspindo no seu voto.

Bonito né?

 

P.S.        Interpelados alguns destes políticos, responderam que era por uma questão de “consciência”.

Não explicaram o valor da consciência e o porquê, pela dita consciência, não se demitiram, em respeito aos que os elegeram e, em seguida, de consciência renovada, buscar votos de outros eleitores, de outras praças, de outros ideais.

Assim não, a “minha” consciência não admite esta roubalheira de consciências e o eleitor também deveria abominar esses políticos.

Torcemos para que a mídia, os listem a todos.

 

 

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