CARTA ABERTA AO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA – 19/6/17

Carta Aberta

Ao Senhor Procurador Geral da República

Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros

Brasília – DF

 

Excelência

Como início devo pedir desculpas pelo arrazoado tosco, sem a acuidade e filigramas jurídicas com os quais se defronta nos seus afazeres oficiais.

O tópico desta carta aberta é o do acordo de leniência, ou outro nome que queira se dar, aos irmãos Batistas, em troca da gravação comprometedora de conversa com o Presidente Temer, com um dos citados irmãos. Gravação clandestina, diga-se e, na minha miserável opinião, se não ilegal pelo menos ilegítima; mas não é isso o assunto que tratarei.

Abomino, a chapa Youssef/Temer; chapa que se elegeu fraudulentamente com mentiras deslavadas, enganando milhões e milhões de eleitores, portanto, não estou defendendo a pessoa Temer, talvez porém, preocupado se tivermos outro presidente, com o progresso legislativo das necessárias reformas, das quais, a mais relevante, a reforma eleitoral, pouco se fala.

O que quero salientar é que, nos porões da PGR (talvez o edifício-sede do PGR não tenha porões, mas tanto faz) na calada da noite… (talvez era meio dia, mas tanto faz) se tramou a perdição do Presidente da República.

Em fraterno acordo, entre os dois irmãos e Sua excelência o Sr. Procurador Geral, comprou-se um gravador e lá foi-se um dos irmãos metralhas ao encontro planejado.

A revelação da fatídica gravação provocou um tremendo terremoto no mundo político brasileiro e não só.

Analisando friamente o acordo dos irmãos metralhas, me vem a mente um hipotético paralelo, cruel mas exato.

O Tribunal de Nuremberg, o tribunal que julgou os dirigentes nazistas, para poder encurralar um sargento das SS, de nome Albrecht Stimmel, acusado de fuzilar dez “partisans” italianos, em 12 de setembro de 1944, fez um acordo de “leniência” nada mais, nada menos que com Adolf Hitler (se vivo estivesse).

Crime é crime, tanto faz os dez assassinatos de Albrecht ou os milhões de Adolf, mas pela delação do Adolf, que permitiu condenar o Albrecht, o primeiro foi beneficiado e agora, depois de prometer pagar uma insignificante multa em 200 anos, vive tranquilo em Londres, passeia no Piccadilly Circus, faz compras na Harrods e tem o seu yocht ancorado em Southampton.

Este é o paralelo.

O meu descrente leitor pode calcular os “valores” da gravação (crime sem dúvida) com os “valores” dos dois irmãos metralhas e compará-los, com os dez fuzilados do Albrecht e os milhões de assassinados do Adolf.

A conta torna.

Mas tem mais, muito mais, que faz até pensar que estamos perante o “crime perfeito”.

Voltamos ao ex Presidente que dizia que “nunca, antes na história do país…” etc… etc… uma vez declarou “Me orgulho do meu filho…, ele se está demonstrando um grande empresário”.

Que eu saiba, este filho predileto trabalhava na JBS.

Será então que os três irmãos metralhas seriam quatro. Como assim estabeleceu Walt Disney?

Dúvida, que sem dúvida, deve ser esclarecida pela Procuradoria Geral da República.

Só isso.

Zé Ninguém

 

 

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