CECIDADE CRASSA…! DE QUEM? – 1 – 9/5/17

Cecidade Crassa - 1

“Zé Ninguém está em MILÃO”

 

Sim de quem é esta cecidade crassa, esta cecidade que nos proporciona angustias e fome, ira e guerras?

De quem será a cecidade que nos assola na penúria, na miséria, no egoísmo e na crueldade?

De quem será a cecidade que nos impele explorar os recursos do planeta, a exauri-los, a polui-los e destruí-los?

De quem será a cecidade para tantos e tantos outros dissabores e tragédias além já dos mencionados?

Não, a culpa não é de Genghis Khan, nem do Pol Not, tampouco de Bismarck e Julio Cesar, e nem, pasmem, do Joaquim Ribeiro, grumete do navio Santa Maria que em terras novas aportou.

E será, quem sabe, a cecidade de algum agricultor do antigo Egito ou de um caçador-recolhedor da Tasmânia ou, ainda, no início dos tempos, de um homem de Neanderthal ou de um Cro Magnon? Não, ninguém deles especificamente, nem mesmo dos contemporâneos de todos eles.

Immanuel Kant, disse, justamente lá vão cerca de 300 anos, que a “natureza está a serviço do homem”, e o Zé Ninguém endossa e garante.

Entenda-se a natureza a serviço do homem, isto quer dizer que o homem pode dilacera-la?

Claro que não, o proprietário de um servo, de um escravo, de um imóvel ou de um automóvel, enfim, de qualquer bem, o dilapida, o exaure, o destrói, o mata? Não, o conserva e o cuida. Sim cuida do que é seu, do seu uso e dos seus benefícios.

Assim deveria ser a postura do homem (sábio) frente a natureza.

Mas assim não é.

Foram ditas e escritas bilhões de palavras a favor da natureza, bilhões e trilhões…, mas ações reais e concretas, relativamente poucas.

Sim, sim, temos o acordo de Kioto, de Paris e não sei que mais. Alguns países acatam as prescrições, enquanto outros as ignoram.

Os discursos a favor da natureza são inúmeros, as ações, poucas e sempre questionadas. A mais as medidas de preservação nunca atacam as causas, somente a miríade dos efeitos apariscentes.

Procuramos as causas, do processo de destruição da natureza do nosso planeta? Não, os gestores nacionais e internacionais, nem sequer uma vez citam a causa maior. Somente os efeitos: o efeito estufa, a diminuição das geleiras, as sempre maiores conturbações climáticas, a desertificação, a poluição de: rios, córregos, arroios, lagos, mares e oceanos, a colocação, sobre as nossas cabeças de milhares de toneladas de lixo espacial.

Sem contar que, antes de conter a sífilis, câncer e tuberculose, nós criamos a AIDS (sim, foi um acidente, mas nós a criamos). Como estamos criando alimentos e produtos farmacêuticos que atendem a um aspecto de vida humano, e muitas vezes prejudica outros.

A mais, temos uma distribuição e usufruto da riqueza totalmente assimétrica. Ao mesmo tempo que belgas e novos zelandeses vivem confortavelmente, populações inteiras da Ásia, África e América, perecem não somente por falta de alimentos, mas até de água.

Os congoleses, somente para citar um povo na penúria total, ambicionam viver como vivem os suecos, por exemplo, claramente porém, não querem e não sabem, como os suecos colocaram, com sacrifício, a natureza ao seu serviço.

Enfim, estamos numa distorção total. Quer dizer, por exemplo, que, se toda a humanidade conseguir alcançar o nível de vida dos EUA, a terra não resistiria a essa situação.

Enfim, atônito leitor, percebeu que quando um cientista ou jornalista afirma: “seremos 8 bilhões em 2020” ou “seremos 12 bilhões em 2050” ou coisa do gênero, NUNCA colocam a previsão mencionada em discussão.

Porque devemos ser 8, 12, 20 ou 50 bilhões?

Este “porque”, é a chave do problema, este “porque” nunca é posto em evidência, nunca é questionado.

Porque, diz o Zé Ninguém, temos que ser seis bilhões e não um único bilhão que viveria bem e pacificamente nesta imensa terra?

Por qual carga d’água temos que ser 8, 10, 20 e tantos bilhões, vivendo miseravelmente, em conflitos e guerras?

Na busca de respostas a esta magna questão, convido todos os espantados leitores a pensar, cogitar como dizia um filósofo: “Penso, portanto, existo”.

Se você existe… que pense, pense, diacho, pense como resolver este problema.

 

 

 

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