COM UNHAS E DENTES – 28/3/17

Com unhas e dentes

Com unhas cortantes e dentes afiados, alguns políticos do Congresso, “alguns”, não todos felizmente, tentam salvar o próprio pescoço a qualquer custo… (custo do contribuinte, claro).

Além dos subdolos ataques ao programa Lava Jato, ataque que irão certamente continuar, estes senhores já conseguiram tornar letra morta os desejos de dois milhões de eleitores que sugeriram medidas anticorrupção.

Alegaram, com talvez alguma propriedade, que as medidas propostas não são totalmente exequíveis…; bem, então, mantendo o objetivo principal, que as tornassem exequíveis, para isso é que servem Senado e Câmara.

A proposta, penso eu, está agora no limbo. Pontos então para os políticos venais se no limbo as propostas ficarem.

Em compensação a medida, que visava tolher os juízes que os poderiam condenar, não vingou, … por enquanto. A condução coercitiva, não é degradante ou humilhante, é somente um instrumento para tornar célere o processo investigativo. E é comunemente utilizado em diversos Países. Eu mesmo, o Zé Ninguém, quando policial na Itália realizou estas operações, aí denominada de “Apresentação Obrigatória”.

E como anda o financiamento aos partidos para a campanha eleitoral?

Eis aí, um outro campo fecundo, e como fecundo…, nos quais os políticos (maus) se deleitam.

Querem dinheiro… querem dinheiro para se reelegerem; evidentemente dinheiro público, se já não podem mais, moral e legalmente solicitar dinheiro as “pessoas jurídicas”. (Leia-se Odebrecht, OAS, etc, etc, etc, etc).

Então o “contribuinte”, todos os contribuintes, terão que pagar para que um político nos faça um discurso, as vezes enganador, para ele ser eleito.

O contribuinte deve pagar para ser enganado. Fantástico! … Isso seria o “fundo partidário”.

Sem este fundo, as campanhas não seriam mais modestas? Certamente que sim, portanto, sem fundo partidário o eleitor poderá ser igualmente enganado, mas a custo menor. E, nesta época que estamos atravessando, qualquer redução de gastos será bem-vinda.

Alegam, alguns “cientistas políticos” (sei lá o que isto significa) que, sem o financiamento público, o poder econômico, até criminoso, poderá patrocinar a eleição de congressistas que assim se tornariam devedores de favores.

Bem, então pergunta o Zé Ninguém, “para que existe a Justiça Eleitoral?” Existem, ainda, inúmeras instituições que podem controlar: TCU, Receita Federal, Polícia Federal, etc, etc.

O mais simples, porém, seria TORNAR PÚBLICA AS DOAÇÕES de quem quer que seja.

Existindo o bendito voto distrital, as doações efetivadas aos candidatos do distrito, se publicado antecipadamente, deixará claro aos eleitores do próprio distrito quem é quem, e principalmente, quem está doando a quem. No âmbito restrito de um distrito, o eleitor poderá facilmente verificar quem são os que “doam” e quem são os que “recebem”.

Vale a pena reportar as respostas dos gaiatos, os congressistas eleitos, quando alegam que o STE aprovou as contas (caixa 1 e 2) “as doações tornam-se legalmente registradas…” assim tudo fica  na mesma; a aprovação das contas é só cartorial, não tem controle real.

A solução, para recolocar o país nos eixos, não é votar pelo presidente A ou B, mas ter um congresso comprometido com os anseios populares que, dito em voz baixa, nem são tão exorbitantes assim que não possam ser atendidos.

Para recolocar, em 2018, o país nos eixos, deve-se em 2017 conseguir (até setembro):

1º    Voto distrital.

2º    Publicação dos doadores para campanha em cada distrito.

3º    Fiscalização, prévia e real, das contas dos candidatos e partidos ANTES das eleições contando com as instituições existentes: Tribunal de Contas, Secretaria da Fazenda, Polícia Federal, e se quiser, bota nisso a OAB (advogados do Brasil) e a Associação dos Magistrados e quem mais pode colaborar para a lisura do processo. Tudo isso porém, deve ser realizado ANTES da votação…

Deixar que um “ficha suja” seja votado, e um desserviço grave contra o eleitor, o País e a Democracia.

 

 

P.S.     “Lista fechada” ? Coitado do eleitor…

 

 

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