COMO TORNAR RODRIGO JANOT EM HEROI NACIONAL – 21/7/17

Rodrigo Janot - inverter

Fácil.

Deveria, no caso Temer/Batista, inverter as posições dos atores.

Na calada da noite, o Presidente Temer, articulado com PGR e PF, e com, no bolso, excelente gravador, aliás dois para não deixar dúvidas, aliás seria melhor que sejam de marca diferentes e, atenção, verificar as pilhas, sempre verificar, antes, as pilhas.

Bem, então na calada da noite, de um dia qualquer; o dia não é importante desde que não seja sexta, sábado ou domingo, lá vai o nosso Presidente da República encontrar-se com o Batista e entabula uma conversa apta a comprometê-lo, como por exemplo: BNDS, compra de 1864 homens públicos, não somente deputados, mas presidentes, ministros, senadores, diretores de empresas públicas e… claramente, secretárias loiras.

Feito isso, bem registrado nos dois bons gravadores, entrega as fitas a Rodrigo Janot, que no dia depois anuncia o feito aos brados.

““O nosso Presidente da República, com risco e sacrifício pessoal desvendou um complô criminoso que durava há mais de dez anos com prejuízo aos cofres públicos e principalmente a economia da nação em dezenas de bilhões de US$ ou R$ (escolha a moeda que quiser, será sempre muito dinheiro) e a mais, lançou uma dúvida atroz sobre o comportamento republicano de bem 1868 homens públicos do nosso País.

Em contra partida, meus concidadãos, concedo leniência relativa aos 40 milhões que o mesmo Batista, criminoso agora confesso, “emprestou” ao Presidente Temer.””

Pelo acordo, ‘continua Rodrigo Janot’, o Presidente Temer, está livre dos 9 anos e seis meses de prisão e poderá, findo o mandato presidencial, ir morar em Nova Iorque, no Biltmore Hotel, e se o tiver, poderá enviar o yacht dele, para Miami.”

Desta forma, veja o atônito leitor os benefícios advindo da operação:

  1. Coloca-se na berlinda, e portanto na defensiva, 1868 homens públicos.
  2. Recupera-se dezenas de bilhões.
  3. Desmantela-se a quadrilha nefasta.
  4. Aumenta a popularidade do Presidente que pode portanto:

– reduzir a taxa de juros;

– cumprir a meta fiscal;

– aprovar as seguintes reformas:

— trabalhistas;

— previdenciárias;

— tributária;

— política partidária (com voto distrital puro, “recall”, e barreira e sem Fundo Partidário);

– implantar urgentemente o plano de segurança interna;

– melhorar o sistema público de saúde;

– incentivar a educação em todos os níveis;

– obrigar empresas, igrejas comerciais e clube de futebol a pagar impostos ao estado.

Como o surpresíssimo leitor percebeu, a simples inversão do papel dos atores modifica imensamente a situação e, com certeza absoluta, apesar das corriqueiras falhas humanas, o Zé Ninguém garante:

  • redução consistente do desemprego;
  • juros ao redor de 7%, talvez 6,75%;
  • inflação ao redor de 3,674%;
  • crescimento do PIB em 5,88% (previsão para 2018 em 7,02%);
  • redução de quantidade de assassinatos é correspondente a aumento de “bolsa desemprego”.

Ademais e finalmente, teremos deputados que representam realmente a vontade dos eleitores e partidos que estudarão as melhores opções para a governança do País.

Viu Janot? Era só inverter os papéis.

 

 

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