CONSUMISMO – 12/2/18

Consumismo

Há mais de duas décadas (três ou quatro) que o Zé Ninguém lê artigos e mais artigos, contra o consumismo. Foram tantos os artigos, palestras e várias manifestações contra o consumismo que qualquer um, interpelado se for contra ou a favor desse fenômeno, responderá automaticamente: “Sou contra”.

Coitado!

O Zé Ninguém é, em termos a explicitar, a FAVOR DO CONSUMISMO.

A primeira consideração é histórica.

Quando o consumismo, isto é, o usufruto dos bens produzidos, era privilégios de poucos, ninguém se insurgia contra o consumismo como tal.

Agora que, graças ao capitalismo, grandes contingentes humanos, podem-se beneficiar de produtos e serviços (produzidos por eles mesmos…) vem uns gaiatos avisar contra o usufruto pelas massas desses bens.

“Mas, raio que os parta, o usufruto desses bens não é a meta de todos os movimentos sociais?”

Sim, mas na esquerda privilegiam a distribuição destas benesses, sem se preocuparem com a sua produção e o seu custo (que a economia capitalista produz e precifica).

E agora? Agora bem ou mal distribuído, os bens são ao alcance de muitos, alguém vem clamar, contra o consumismo… Agora?

Agora que as massas (sempre mais) tem a possibilidade de usufruir de bens (consumir), se cria a onda, perversa e estúpida, de ser “contra” o consumismo?

Agora que o Zé Ninguém pode consumir, se advoga o critério de não consumir?

O que significa então o princípio de distribuição das rendas se, eu, não posso consumir?

Claro está, que se podem colocar muitas questões que deveriam ser debatidas sim, mas nunca opor-se ao “consumismo” como tal, nunca. Todos temos direito a um Rolls-Royce e até consegui-lo, um FIATzinho serve.

Gostaria de lembrar um episódio de mais de meio século atrás, que tinha relação com o “consumismo”.

A esquerda italiana, tomou uma posição (bem documentada) contra a TV a cores. Não queria a TV a cores, e ao contrário advogavam que o gasto para tal benefício, seria mais bem aproveitado para saúde, educação e segurança (balela, claro).

Entende-se porém o raciocínio, menos benefícios pessoais, mais benefícios sociais.

A esquerda italiana, no caso (talvez toda a esquerda) não entendeu e não entende que:

a) A tecnologia progride gerando produtos que o povo (mercado) almeja.

Evidentemente não tudo que o povo almeja é razoável, mas a maioria é.

b) A produção de bens, baratos e de qualidade é prerrogativa do mercado livre capitalista, e NÃO do sistema estatal dirigista (pela experiência mundial dos últimos 70 anos).

c) O Estado, no entender do Zé Ninguém, tem duas obrigações básicas:

–  manter um ambiente competitivo;

– amparar os que realmente, estão fora do mercado produtor-consumidor.

Antes de voltar a tecer comentários favoráveis ao consumismo, gostaria de lembrar um velho ditado popular: “Quando um pobre come galinha, um dos dois está doente, ou ele ou a galinha”.

Atualmente este ditado não faz muito sentido nos países capitalistas, a carne de galinha é de qualidade, abundante e de baixo preço.

Será a mesma coisa, nos países socialistas ou quase, na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte? E como será na Bolívia e Equador?

Bem agora, como adiantei, faço as loas ao consumismo:

LOAS AO CONSUMISMO.

 

 

 

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