DESCOBRI O MISTÉRIO… – 21/6/17

descobri o misterio

Finalmente descobri o mistério que me assombrava, era e é, o do porque o INSS paga aos aposentados e pensionistas a miserável quantia que todos sabem qual é.

O mistério foi desvendado pelo Professor Rubens Penha Cysne da Fundação Getúlio Vargas, em artigo da revista “Conjuntura Econômica” de março de 2017.

No artigo, do título “Previdência: lições de Bismarck e F. D. Roosevelt”, fiquei sabendo qual foi o cálculo que determinava o valor da aposentadoria.

O cálculo considerava a quantidade de trabalhadores na ativa em relação aos aposentados. O número mágico era de 2,8 trabalhadores na ativa por aposentado; sendo que a contribuição do trabalhador na ativa era de 15% do salário, a conta era 0,15 x 2,8 = 0,42.

Isto é:

a)    a aposentadoria correspondia a 0,42 do salário do trabalhador na ativa;

b)   não existem fundo, e o que se arrecadava, se pagava, com resultado líquido zero.

O sistema aplicado pela Secretaria do Trabalho de Roosevelt, Frances Perkins se justificava e concentrava no trabalhador na ativa o custeio das aposentadorias.

O sistema funcionava, nos EUA e na década de 30/40 do século passado.

Seria aplicável no Brasil de hoje?

O professor Rubens, no artigo, nos informa que a contribuição no Brasil é maior, 20% do empregador e 11% do empregado que totaliza 0,31 em lugar do 0,15 dos EUA.

Então, 0,31 x 2,4 (a relação entre trabalhadores ativos e não ativos no Brasil de hoje) tem o salário padrão do aposentado correspondente a 74,4% do salário padrão do trabalhador ativo.

Posto isso, parece que a proposta de reforma previdenciária do Governo Temer faz todo sentido e os opositores (a cambada toda da esquerda sindical) dirão não, porque é do papel deles dizer não, mesmo não tendo nenhum argumento válido.

O argumento válido, a esta esquerda vociferante, seria o sistema proposto pelo Zé Ninguém no seu livro “Cansei de Torcer pelo Brasil”.

Resumo do sistema proposto: a cota de somente 11% do salário do trabalhador ativo em 36 anos de contribuição ao juro composto de 7% a.a., permite pagar ao aposentado, a INTEGRA do salário e isso pela eternidade.

Sendo que, até prova em contrário, não existe nenhum aposentado que tende a viver eternamente, depois de 30 ou no máximo 50 anos a renda, de um salário pela eternidade, permanece com a entidade que administra as aposentadorias.

Atenção, muita atenção, fautores do modelito de aposentadoria do Zé Ninguém.

A administração da entidade que tem a gestão das aposentadorias NÃO PODE E NÃO DEVE, ser atribuição do Estado (que o Governo encampa); mas sim uma entidade privada formada por representantes dos trabalhadores e dos empregadores, (também interessado no bem estar do trabalhador/aposentado) subsidiados por entidades privadas expertas em questões econômicas.

Isso é fundamental por estas duas razões:

a)    os recursos dos aposentados não correria o risco de ser encampados pelos irmãos Batistas da vida, ou pelas empreiteiras diversas com importantes obras em Bangladesh ou Katmandu;

b)   no curto espaço de 100 anos (o pai do Zé Ninguém, 100 anos atrás, estava combatendo contra os austríacos, e o filho, o próprio Zé Ninguém, em 2017 está fazendo e escrevendo bobagens), dizia no curto espaço de 100 anos os administradores do fundo de pensão, terão tanto dinheiro, que se tornarão mais poderosa de qualquer empresa multinacional, mais capitalizado de qualquer banco ou companhia de seguro e, devido a isso tudo, mais poderosos que os próprios governos.

Este poder, será benéfico, porque nenhuma Fundação de nenhum país quererá entrar em guerra para não perder bens e poder.

Única possibilidade negativa, num país hipotético, é do Parlamento, confiscar o fundo; mas, neste caso meramente hipotético, acontecerá o não hipotético massacre dos 500 parlamentares pelos milhões de trabalhadores.

Voltando ao caso do Brasil, porque não se permite a escolha pelo trabalhador, entre o sistema INSS e o sistema do Zé Ninguém?

Resposta: porque este sistema não foi apresentado no Congresso e muito menos debatido na sociedade. Bem, isto não é culpa do Zé Ninguém, ele fez a sua parte apresentando o projeto da aposentadoria eficaz no seu livro e agora neste blog.

 

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