DESEMPREGO OU FALTA DE COMPREENSÃO? – 12/7/17

Desemprego

Na Câmara serão discutidas as necessárias reformas trabalhistas e previdenciárias e, pode-se ser moderadamente otimistas quanto ao resultado que, evidentemente estará aquém do ideal.

Existem porém muitas outras reformas a realizar e, quando o Congresso e a Sociedade, pararem de discutir casos criminais e passarem a debater questões que podem interessar a economia do País, estaremos no bom caminho.

Uma, entre tantas, questões a discutir seriamente as dotações orçamentárias obrigatórias em dados setores, 20% para educação, 15% para saúde, e assim em diante.

O Governo e o Congresso deveriam estar livres destas ingerências, digamos matemáticas, definidas aprioristicamente em tempos idos.

O Governo deve no seu orçamento anual distribuir o bolo (as arrecadações dos impostos) de acordo com o seu critério de como entende melhorar a situação, e o Congresso questiona abertamente este orçamento que alterado ou não, será realizado.

Então, entre as reformas, deveria constar a abolição destas imposições prévias de percentuais de gastos.

Hipotizamos, entende o atônito leitor o que quer dizer, hipotizar?

Bem, hipotizamos que se crie de novo a Aliança, Brasil, Argentina e Uruguai, para guerrear contra o Paraguai. No caso do Brasil, a disponibilidade financeira para a guerra será limitada, a parcela do orçamento, livre de imposições apriorísticas é limitada, ao contrário, sempre hipnotizando, do Uruguai e Argentina.

Assim, os exércitos destes dois países invadem o Paraguai e o exército brasileiro, fica se deslocando no território brasileiro, um pouco no Paraná e muito no Mato Grosso do Sul. A guerra entonces ocorrerá na sua 2ª parte dentro do território brasileiro e, para vencer os paraguaios, os exércitos argentinos e uruguaios devem também entrar no Paraná e principalmente no Mato Grosso.

Claro está que isso não acontecerá, mas serve como exemplo. Cada época tem os seus problemas específicos e predispor, como do exemplo dado 20% para educação ou para qualquer outra finalidade é afirmar que os políticos de décadas atrás “sabiam” o que era necessário nos dias atuais. Parece errado, mas todos aceitam isso com total (a insana) tranquilidade.

Outras insanidades, é o do estabelecimento de tetos, pisos e não sei o que, sob a insígnia por exemplo de “proteger” o trabalhador.

Eu acho que na realidade, ajuda a manter a alta taxa de desemprego.

Como exemplo, uma empresa gostaria contratar um engenheiro, mas pode pagar (é o famoso mercado que impõe) somente um valor correspondente a seis salários mínimos.

As leis que protegem o trabalhador, porém, impõe que o salário deve corresponder a oitos salários mínimos. O que acontece?

a)    A empresa não contrata o engenheiro.

b)   O engenheiro permanece desempregado.

c)    O eventual projeto não é realizado.

Bonito isso?

Se ao contrário, o engenheiro é contratado a seis salários mínimos, ele trabalha, portanto, pode gastar algo mais do que fosse desempregado produz algo para a sociedade, a economia se desenvolve e, em seguida e no devido tempo pode exigir os oitos salários mínimos ou mais, porque a economia está se expandindo.

Por acaso, não será a expansão econômica condição primordial para reduzir o desemprego?

Me informe, leitor perceptivo, se assim não for e, o leitor percuciente, me diga o que poderá reduzir o desemprego.

Sou todo ouvido.

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