É O FIM… – 10/11/17

E o fim

Sim, é o fim! Pelo jeito não verei o Brasil se recuperar…

Os 420 picaretas da Câmara (300 mencionados por Lula + 120 medidos pelo Zé Ninguém ganharam a parada – para saber dos critérios desse cálculo, consultar o livro “Cansei de Torcer pelo Brasil”).

Então vejamos:

  • Eles continuam insistindo nos 3,6 bilhões de R$ para o Fundo da Defesa da Democracia, sem contar com quase 1 bilhão do Fundo Partidário.

Querem porque querem, esse dinheiro todo.

Querem porque querem, enganar o eleitor com o dinheiro do próprio eleitor.

Querem porque querem, ludibriar a todos, ética, moral e … financeiramente.

  • Adiaram para 2022 (quem sabe… 44… 66) medidas saneadoras.
  • De outras medidas possíveis, nem tomaram conhecimento.
  • Voto distrital? Nem pensar.
  • Parlamentarismo? Com esses deputados eleitos no rastro da chapa Dilma/Temer, nem pensar.

Os demais deputados não incluíveis no bolo dos 54.000.000 votos espúrios, fazem algo de bom na reforma política?

Sei lá, o vínculo da classe parece mais forte que os interesses do país. É pena!

Resumindo, estou num dilema. Sou eu um imbecil ou o resto do mundo que é?

“A quem se refere isso!”, exclama um leitor espantado… “não vejo lógica alguma no que disse…”.

Tem razão, leitor atento, é minha culpa. Esqueci de dizer que o assunto “eleições” no Brasil é assunto encerrado com a expressão “É Pena”.

Não mais falarei disso, pelo menos por duas ou três semanas.

A questão da imbecilidade quase universal está relacionada a outro tópico: a modalidade de combate às drogas, utilizadas na maioria dos países.

As modalidades possíveis são várias. Existem países que legalizaram o uso da droga (cidadãos inocentes podem ser prejudicados… mas, isso não pesa na balança decisória). Há  países que proíbem o uso das drogas a ferro e fogo (fuzilamentos e chicoteamentos), sistema também válido, se aprovado pela maioria da população. E tem o sistema utilizado pela maioria das nações: o combate aos traficantes. Esse, sem dúvida, é o sistema mais ineficaz e, depois de 50 anos de insucesso, podemos chamá-lo de sistema idiota. A idiotice, sólida e permanente, constatada após décadas de lutas ineficazes, confirmam que esse sistema não funciona. Combatem-se os traficantes e deixa-se tranquilo o motor primeiro do chamado crime, o usuário.

Para um mal de proporções gigantescas são necessários remédios de igual magnitude.

Quando um membro entra em gangrena, o médico nos ensina que, para salvar o corpo, torna-se necessário amputar o membro. Mas, não precisa de tudo isso, não precisa amputar (fuzilar) seria suficiente colocar, suavemente, todos os usuários na cadeia por somente dez dias. Fazendo isso, sistematicamente, sem muitas outras preocupações, no curto espaço de um ano a um ano e meio, acabaria a cronicidade do problema das drogas.

Os defensores do atual e inócuo sistema de combate, insurgirão clamando…

Sei lá o que vão clamar… mas que vão clamar isso sim, vão.

Respondo que depois de meio século de luta com o sistema deles, por que não experimentar o sistema do Zé Ninguém por um ou dois anos?

Considera-se as notas a seguir:

a)  No caso de outra droga maléfica, o álcool e o seu abuso, ninguém pensa em perseguir a Brahma ou a Antarctica, nem mesmo, a Valduga ou a Salton, a Glenfiddich ou a Jack Daniel, mas colocam, se necessário, na cadeia o usuário incontinente.

    O sistema é correto, mas, no Brasil, é aplicado ainda de forma artesanal e não industrial. Por que esta droga, o álcool, tem tratamento diferenciado, me questiono?

b)   A legislação brasileira me informa, sem muita segurança, que permite-se ao usuário “portar” dez gramas de drogas sem incorrer nos rigores da lei.

    Supondo que em São Paulo existam 100.000 usuários de dez gramas semanais, a cidade necessitaria de 1.000.000 de gramas, isto é, uma tonelada de drogas químicas para os embalos das sextas-feiras.

    O brilhante legislador, da lei que permite “portar” os dez gramas, não nos informou como irá chegar uma tonelada de drogas em São Paulo, e ainda uma tonelada no Rio de Janeiro, meia tonelada em Belo Horizonte, e assim por diante.

Como já disse, serei eu o imbecil e o mundo não?

Na lógica, claro, o mundo está certo e eu errado… porém, me lembrei de uma colocação do Nelson Rodrigues, e a dúvida voltou.

Os idiotas, dizia Nelson Rodrigues, sabiam que eram idiotas e se mantinham como tais. Um dia, descobriram que eram a maioria.

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