É PRECISO MAIS CRÍTICAS? – 13/9/16

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Alguns leitores da primeira edição do CANSEI DE TORCER PELO BRASIL, repararam que o texto não abordava o atual período crítico pelo qual o Brasil está passando (2016).

Foi de propósito, seriam precisos mais análises e críticas das milhares já feitas por pessoas ilustradas e competentes?

Não foi suficiente o grito de milhões de brasileiros nas ruas para por fim a incompetência e mão livre do governo (PT-PMDB) no dinheiro dos contribuintes?

Acho que foi suficiente mas, para atender aos meus poucos leitores, apresento dois aspectos relevantes (para mim).

O primeiro é, justamente, o respeito do dinheiro do contribuinte.

Lendo as memórias de Henry M. Paulson ex Secretario do Tesouro dos EUA, de junho de 2006 a janeiro de 2009 e lendo as relevantíssimas memórias de Alan Greenspan ex Chairman do FED de 1987 a 2006.  Reparei, como tônica recorrente e persistente nestas duas memórias, “a defesa do contribuinte”.  Como entendiam estes cavalheiros esta defesa?

1º    Luta constante contra a desvalorização da moeda.

2º    Não utilização do dinheiro do contribuinte em empreendimentos ou comprometimentos governamentais.

3º    Impostos ao mínimo possível.

A luta desses senhores, repetidas vezes era contra propostas do próprio governo e também contra propostas do Congresso, na defesa dos pontos 1, 2 e 3 acima resumidos.

Tem algo parecido nos governos brasileiros do recente passado?  Não o percebi.

Percebo que sim, em linhas gerais se defende a moeda, luta-se contra a inflação e, só da boca para fora, propõe-se a não aumentar impostos.

Desde Getúlio Vargas, o estado é visto como “provedor” das necessidades nacionais e populares e, guarda caso, a defesa da moeda não era prioridade.

Aliais, houve um período (infame) no fim da década de 50 e início de 60, na qual falar mal da moeda nacional era o esporte favorito de muitos, tanto ou mais do que o próprio futebol.

Na época, me lembro, argumentava que da mesma forma que devem ser respeitados os símbolos nacionais, deveria-se respeitar a moeda, símbolo concreto de soberania real.  Perdi o fôlego.

O espelho da diferença entre Brasil e EUA é visto dramaticamente nas situações de crises econômicas:

  • no Brasil, aumenta-se os impostos;
  • nos USA, diminui-se os impostos.

Pense, leitor preocupado, na questão e, mais tente entender porque nos ”states” se considera que para a economia (o bem estar público e privado) vale mais um dólar na mão do privado do que um dólar na mão do estado.

Voltando ao Brasil, nota-se o empenho do governo Temer (Meirelles) em colocar ordem na casa (a desordem das contas públicas) e nota-se que ninguém, representantes do povo, dos Estados, mídia e opinião pública se interessa em desmontar a máquina devoradora de recursos privados, instalado em décadas de “governos provedor”.  Será que vai se conseguir isto em alguns anos?  Ou em algumas décadas?  Ou nunca?  Não sei.  Ninguém sabe.

Só resta torcer…; mas torcer, além de cansar, é insuficiente.

É preciso lutar, mas lutar como?

 

 

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