ELEIÇÕES EM 2018 – 26/2/18

Eleicoes 2018

No Brasil, lá para outubro.

Na Itália, já no dia 4 de março.

A maioria dos leitores sabe que o alter ego do brasileiro Zé Ninguém, é italiano e, como tal, mesmo vivendo no exterior, pode votar.

A eleição de 4 de março visa eleger deputados e senadores. Os italianos no exterior votarão para cerca de 6 senadores e 12 deputados (na América do Sul, 2 e 4 respectivamente).

Posto isso, vamos ver qual a ENORME diferença entre as “eleições” no Brasil e as da Itália.

Começamos com o Brasil. Eleita, que foi a Dilma Rousseff (com mentiras e dinheiro de propina da PETROBRAS para PT, PMDB e PP, se lembram…?) em menos de dois meses foi desmascarada a farsa, e, de consequência, veio o “impeachment”; mas não assim tão rápido e simples, foram meses e meses de agonia, praticamente com o País sem governo, e manifestações populares nas ruas. O desfecho que finalmente ocorreu foi com a posse do Temer.

Constitucionalmente correto, porém, por ser o próprio Temer o líder do PMDB, beneficiário também de inúmeras falcatruas (se ne descobre uma a cada dia) é ilegítima a sua posse, mas é legal… Vai entender o Brasil.

Enfim, tomou posse e, com muitos percalços, criado por ele mesmo, o Governo, por razões misteriosas (na realidade para melhorar a biografia do próprio Temer) ousou enfrentar problemas estruturais que os governos anteriores (todos) se furtaram de enfrentar. Tivemos alguns avanços, outros se tornaram inviáveis pelas ações do PGR Janot.

De fato para cada ação intentado pelo Janot, ele o Temer, teve que negociar com deputados e senadores para sair ileso. Saiu, a custo de barganhar com os Deputados e Senadores, a maioria eleita pelo efeito Dilma. Isto é, mentiras deslavadas e propostas inexequíveis; finalmente o estouro da bolha com descrédito total da “presidenta”, mas não dos parlamentares que ajudou a eleger (eles ainda estão lá).

Então, entre “impedimentos” e governo impopular (não sei o que isto quer dizer…) lá se vão QUATRO ANOS.

Vejamos na Itália. Os italianos vão as urnas no dia 4 de março (o italiano no exterior votam antes, até o dia 1º de março).

Digamos que até o fim do mês de março todos os Deputados e Senadores já tomaram posse.

O Presidente da República (eleito pelo parlamento e no cargo por, parece-me, 7 anos) convidará o Secretário do Partido mais votado a formar o governo.

Este tentará constituir uma “maioria parlamentar” com um “programa consensado” junto a eventuais aliados.

Está aí formado um governo com um programa aprovado pelo Parlamento; fim da história.

Este Governo e Programa podem durar os quatro anos da legislatura, como pode durar uma semana, se a aliança em apoio ao primeiro programa, carecer de apoio no Parlamento.

Nada grave. Em poucos dias terá novo encarregado para formar maioria em relação a um PROGRAMA.

Pode-se, portanto, ter governos de duração longa ou curta, MAS:

  1. todos os governos serão a expressão da maioria dos representantes eleitos;
  2. os senhores Deputados e Senadores, a princípio, não terão nada a pleitear por conta própria. Apoiam o programa ou o rejeitam.

A troca do Governo na Itália (sempre a maioria dos representantes do povo italiano) se resolve, no máximo em poucas semanas.

No Reino Unido, o mesmo processo se resolve em poucos dias, se não horas.

… e no Brasil?

Em poucos anos…! no caso que estamos vivenciando: QUATRO.

Este é o sistema presidencialista que o “povo” escolhe duas vezes em plebiscito.

Não adianta, agora, chorar, tinha antes que PENSAR.

 

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