ESQUERDA OU DIREITA? – 5/3/18

Esquerda ou Direita

Um amigo meu, de muitos anos e muita amizade, um dia, exasperado, perguntou-me:

“Enfim, você é da esquerda ou da direita?”

“Bem, respondi, não sou nem de uma nem de outra.”

Eu considero somente baixo e alto.

Baixo quando alguém não se preocupa com a busca da verdade exterior e mais, da verdade sobre si mesmo, a verdade interior, o que ele é para ele mesmo.

Alto quando além de buscar a verdade, o conhecimento e coisas similares, se preocupa não só com ele mesmo, mas além dos instintos comuns a qualquer animal, também pelo próximo e os não tão próximos assim. Preocupar-se com o próximo é o primeiro passo, obrigatório para “amar ao próximo”, mandamento divino e condição única e imprescindível para a salvação da humanidade.

Você pode não amar, um próximo qualquer; não o ama, porque esse sentimento vem do pouco controlável seu íntimo, porém você pode e deve, com a razão que é o atributo da raça humana, respeitar, compreender e ajudar esse próximo.

Respeitar, compreender e ajudar o próximo é o mandamento do Zé Ninguém (e de muitas religiões e filosofias).

“Eu porém quero saber”, responde o amigo, meio cansado da minha lenga lenga, eu quero saber o que você entende por esquerda e direita, a esquerda e direita que existe no mundo real”.

Bem amigo meu, qualquer dicionário de política, existem bons (o do Bobbio é muito bom) que pode lhe informar.

Para o Zé Ninguém, que até deu palestras sobre a matéria na África, esquerda é o sistema que concentra todo o poder ao Estado, pressupondo que, com o tempo (muito tempo) todas as mazelas da sociedade serão resolvidas via équa distribuição das riquezas (…).

O Zé Ninguém acha porém que na prática, alguém que não criou riqueza alguma, mas que está no poder, não terá condições de distribuir igualitariamente a riqueza.

Toda a história da esquerda, demonstra que não sabem distribuir a riqueza, e muito mesmo criá-la. Distribuir a riqueza que já existe, é tirá-la dos ricos (como popularmente se diz) e podem até conseguir. Saber criá-la, jamais. O que o mundo da esquerda criou?

“E admitindo”, assim continua o Zé Ninguém, “que a esquerda saiba criar bastante riqueza e distribuí-la igualitariamente, qual foi a sua contribuição real a solução dos problemas da humanidade?”

Não, não deram, mesmo admitindo o absurdo jamais acontecido na história da humanidade, de, a esquerda ter criado e distribuído riqueza. No conceito do Zé Ninguém, eles, ainda, estão no lado baixo, para ir para o alto, falta muito, muitíssimo.

“E a direita?”, pergunta o agora perplexo amigo do Zé, “e a direita?”

“Bem, a direita”, pontifica o Zé Ninguém, a direita existe, quando existe a liberdade econômica, de cada um lavrar em benefício próprio e todos em benefício de coletividade. A criação de riqueza é bastante rápida e, a distribuição premia mais os ativos.

“Mas isto não é ruim?” redarguiu o amigo querido, “não implicaria em uma desigualdade de rendas?” “Pode ser”, contesta o Zé “pode ser, mas desigualdade não é sinônimo de iniquidade; a desigualdade é intrínseca a natureza humana, portanto, deve atingir também a renda, a riqueza que cada um pode criar e usufruir (ou distribuir).

Até na família, os próprios filhos têm atitudes e comportamentos diversos, apesar de ter contado com o mesmo amparo e carinho por parte dos pais.

Eu, infelizmente, não sou páreo para Bach e Beethoven, nem para Rockefeller e Rothschild, e muito menos do Pelé e Zico, para não falar de Elvis Presley e Einstein. Eu, como todos sabem, sou um Zé Ninguém e como Zé Ninguém, a minha esperança é que, nesta vida, eu usufrua menos riquezas das que criei.

 

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