ESTATÍSTICAS… – 3/12/18

Estatisticas

Dizem que nas cadeias brasileiras estão presos cerca de 700.000 pessoas; então pergunto aos estatísticos:

  • Quantos deles foram condenados em 2ª instância?
  • Quantos deles foram condenados em 1ª instância?
  • Quantos deles não foram condenados?

Ainda em relação ao Gilmar Mendes:

  • Quantos condenados em 2ª instância ele soltou?
  • Quantos condenados em 1ª instância ele soltou?
  • Quantos não condenados ele soltou?

Continuando:

  • Além do Fernandinho Beira Mar e de Lula, quantos presidiários continuam na cadeia, exercendo suas próprias atividades comerciais ou políticas?
  • Além de Cesare Batisti e José Dirceu, quantos criminosos condenados andam soltos neste país?
  • Quais e quantos processos relativos aos políticos com mais evidência no país ainda estão em tramitação?
  • Quais e quantos processos ainda estão em tramitação relativos a empresários tipo Joesley Batista que, entre outras informações, disse que tem ou teve na sua folha de pagamento 2.600 (dois mil e seiscentos) políticos?

Com esses dados estatísticos na mão, fica mais fácil a justiça saber o que ainda tem a fazer.

Mas a estatística pode ajudar muito mais, por exemplo, revisando as principais aberrações da Constituição de 88, como a NÃO IGUALDADE DO VOTO.

O Zé Ninguém apresenta um exemplo do exemplo, isto é, o resultado das eleições do 1º turno, que definiram 56 deputados eleitos pelo PT e 52 pelo PSL.

Analisemos, sem nenhuma conotação partidária, mas somente à luz da obscura Constituição.

Todos sabem que o candidato A, venceu em todas as regiões do Brasil, e que o candidato B somente na região nordeste.

Será que o dispositivo constitucional que privilegia o eleitor nordestino frente a todos os demais eleitores do resto do Brasil não teria influenciado na formação da maior bancada do PT?

O Zé Ninguém acredita que sim, e pede aos estatísticos como hipótese que o voto seja igual para todos (somente hipótese, meu Deus! Pois se não for, o mundo vem abaixo) e ver se a bancada do PT permanece nos 56 deputados eleitos ou se baixa, por exemplo a 49 ou 48. Vale a pena saber disso para verificar quantas distorções da realidade a nossa constituição é capaz de fazer.

Neste caso, ter-se-á, como realidade, que a bancada do PT não é a majoritária, se os cálculos estatísticos sugeridos apontarem para um número menor de 52.

Vamos estatísticos, em lugar de assistir ao jogo Flamengo-Grêmio, façam alguma coisa para abrir os olhos dos brasileiros.

 

P.S.

Para maior clareza, o Zé Ninguém informa que, pela Constituição de 88, no Brasil tem três (03) pesos distintos dos votos para a Câmara dos Deputados.

Partindo do mais valorizado para o menos:

  • Voto valorizado (nos pequenos Estados do Nordeste);
  • Voto normal (nos demais Estados do Brasil);
  • Voto desvalorizado (no Estado de São Paulo e futuramente de Minas Gerais).

Bonito é ler, no artigo 14 da Constituição de 88.

“A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”.

Cerca de trinta artigos depois, a mesma constituição diz que: bem, não é bem assim, sabe como é, … veja bem… etc, etc e determina abertamente o VOTO DESIGUAL como o Zé Ninguém definiu acima.

O mais impressionante é que:

99% dos eleitores não sabem disso.

100% dos analistas políticos não sabem disso.

100% dos deputados nordestinos sabem disso.

100% dos deputados não nordestinos sabem disso e não se importam.

Somente o Zé Ninguém se importa.

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