FALANDO DOS SÍRIOS – 13/2/17

Falando dos Sirios

Falaremos dos sírios e somente dos sírios que, estranhamente, da terra escaldante deles, todos eles, unanimamente, querem ir para a frígida Alemanha ou a gélida Escandinávia.

Estranho, não é, perplexo leitor?

Uma razão plausível logo vem a mente, o elevado nível de vida destes países europeus.

Deixando de lado a questão comportamental dos sírios, enquanto muçulmanos que nem sequer sonham em alterar, vamos analisar as alternativas que eles, os sírios escorraçados pela guerra, tinham e tem.

1          Países contíguos e muçulmanos

Com os mesmos costumes, hábitos alimentares e clima.

JORDÂNIA – IRAQUE – TURQUIA                                                                        (3)

2          Países próximos de etnia árabe e muçulmanos

ARÁBIA SAUDITA – LEMÉN – OMÃ – EMIRADOS ÁRABES – KUWAIT     (5)

3          Países árabes muçulmanos da África

EGITO – LÍBIA – TUNÍSIA – ARGERIA – MARROCOS (berberes)                     (5)

4          Outros países muçulmanos da África

SUDÃO – SUDÃO DO SUL – SOMÁLIA – MAURITÂNIA – MALI – NÍGER – DJIBOUTI         (7)

5          Outros países muçulmanos da Ásia

IRÃ – AFEGANISTÃO – PAQUISTÃO – BANGLADESH – BRUNEI                (5)

6          Países da ex URSS muçulmanos

TURQUEMENISTÃO – UZBEQUISTÃO – CAZAQUISTÃO – QUIRGUISTÃO – AZERBAIJÃO       (5)

Somando são trinta países que poderiam hospedar os sírios, evidentemente nem todos os quererão, tipo KUWAIT, pelos sírios terem ajudado o IRAQUE na invasão do país, o tipo BRUNEI onde ao altíssimo nível de vida corresponde uma ordem social impecável, o SINGAPURA onde além de muçulmanos, convivem budistas, taoistas, cristãos e até ateus. Tolerância religiosa numa sociedade disciplinada. E que dizer da BÓSNIA, na Europa, com quase metade da população muçulmana? E da ALBÂNIA, com mais da metade?

Enfim, existem trinta países muçulmanos e muitos com os menos hábitos, costumes, língua, clima e hábitos alimentares… Existem.

Existem também países, que já acolheram levas de sírios e que eles, nesses países, mantendo costume, língua e religião, convivendo em paz com o povo hospedeiro.

Entre estes pode-se citar BRASIL e ARGENTINA e, porque não, os próprios EUA (antes de Trump, evidentemente).

Agora que já vimos em quantos países os sírios (coitados) podiam ir, fica a pergunta angustiante do Zé Ninguém… “por qual carga d’água querem ir para a Europa, nos frios países do norte?”

A resposta de que na Europa o nível de vida é mais alto, tem o seu peso, mas não responde a pergunta. De fato ARÁBIA SAUDITA – EMIRADOS ARÁBES – KUWAIT e BRUNEI, por exemplo, tem nível de renda muito superior a média dos países europeus.

A resposta a esta pergunta do Zé Ninguém é dada ainda pelo próprio Zé Ninguém.

Ele de fato supõe que com centenas de milhares de refugiados sírios espalhados pela Europa torna-se mais fácil infiltrar terroristas e, no futuro, arregimentar adeptos.

Posta a inexplicável vontade dos sírios em morrer congelados, em pratos limpos, vamos analisar um pouco quem são os “culpados”, causadores desta tragédia humanitária.

Primeiramente, é claro, é o próprio governo sírio do ditador Assad, que não satisfeito em exterminar inteiras aldeias curdas com gás, prefere ver o país derrocado ao invés sair de cena. Uma espécie de Dilma Rousseff, bem piorado, claro.

Falando da matança com gás (também o Iraque parece que era usuário da mesma tecnologia) é bom lembrar que com o gás, não somente se matam adultos, homens e mulheres, mas também velhos e crianças sãos e doentes, cabras e ovelhas, cães e gatos, ratos e cobras, moscas e mosquitos (nada de Zica), escorpiões e baratas. Em relação a estas últimas, existem dúvida se morrem também. Os relatórios secretos dos gaseificadores nada dizem a respeito.

O segundo culpado, ou melhor culpados, são os governos da Europa, e para deixar contentes os brasileiros antiamericanos, também o governo dos Estados Unidos.

Com mais afinco e melhor visão estratégica podiam tirar Assad do poder. A Síria estava enchendo a paciência dos vizinhos há décadas – que o digam o LÍBANO, ISRAEL e a JORDÂNIA.

Então, a Europa e Estados Unidos, que como OTAN, acabaram com a brincadeira dos sérvios de matar bosniacos, não se atinaram com a causa (Assad no poder) mas discutem as consequências, a emigração forçada.

Continua de pé a pergunta: “Por que os Sírios vão para a fria Europa e não nos caldos e “acolhedores” países árabes e muçulmanos?”

O Zé Ninguém supõe, somente supõe, que foram induzidos pelos criminosos terroristas de plantão que, pelo sucesso da empreitada, estão a rir-se à socapa.

O que acha desta triste situação, o angustiado leitor?

 

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