FINANCIAMENTO POR PESSOA JURÍDICA (mais que um bilhão de US$) – 1/9/17

Financiamento por PJ

Passado, finalmente, este projeto de Lei e aprovado pela Presidência da República e publicado no Diário Oficial da União em 28 de setembro de 2017 com um enorme… UFA!… dos parlamentares, vamos ver hoje, o dia depois das eleições presidenciais (e legislativas) de 2018 os resultados.

Estes, evidentemente, por ser ainda de “boca de urna”, e relativo a 76% destas, pode sofrer alterações, até consideráveis, sobre o que se delineia neste momento.

1     A primeira e a maior dúvida, era se o “setor comercial” seria afetado e em que medida. O resultado parcial salienta-se novamente, é que diminuiu somente cerca de 5% o que, pelo Palácio do Planalto, pode ser considerado uma vitória.

Neste setor destaca-se o aumento de quatro deputados dos “Magazine Luiza” e a perda inesperada de 3 deputados das Lojas Americanas e de 2 das Lojas Pernambucanas, os demais, mantiveram as suas posições ou perderem um único deputado.

Como se disse, este é o fato mais relevante das eleições de 2018. Uma diminuição da bancada, mas não uma redução drástica.

2     Esta, a redução drástica, ocorreu no setor metalmecânico, isso era esperado por todos os analistas e os prognósticos se confirmaram: redução da bancada metalmecânica (e a siderúrgica diga-se de passagem). A maior derrocada foi das indústrias do ABC paulista (-75%) e a seguir a siderúrgica Nacional (-50%). Regionalmente, somente o Rio Grande do Sul, não somente manteve os seus representantes, mas até aumentou um, e justamente da Gerdau, cujo presidente foi arrolado como “corruptor” em uma das operações da lava jato.

3     O setor da informática, também teve a flexão esperada (-10%), porém, manteve uma bancada respeitável.

A IBM e a HP mantiveram as posições, leve declínio a Positivo Informática e a Dell (um deputado cada). Com incremento somente a NGS de bem três deputados.

4     O setor bancário é que teve, entre todos os setores um dos maiores incrementos, conseguiu, até o momento, um incremento de 3 e talvez 4 deputados a mais.

O Itaú passou de 5 para 6, o Bradesco ficou no 5, o Santander passou de 3 para 4, única exceção a “Caixa” que reduziu de 5 para 4, os seus deputados.

5     O setor químico do qual os analistas esperavam um substancial incremento, somente passou de 3 para 4 deputados.

Incremento pífio, face as grandes empresas representadas: BRASQUEM, ODEBRECHT QUÍMICA, ULTRA FÉRTIL, etc.

6     Enfim, o setor agropecuário, este foi o maior beneficiário da reviravolta política.

O setor aumentou cerca de 60% os seus representantes, sendo que o incremento beneficiou todas as empresas em maneira quase que uniformes.

Analisando empresas por empresas encontramos entre as vencedoras:

  • Pirelli – com 75% de incremento;
  • Ford e Fiat – com 45% cada;
  • Bunge – com 35%;
  • Sadia – com 20%;
  • Positivo (Universidade) – com 15%;
  • EMBRAER – com 10%.

Entre as empresas que decresceram na sua representatividade na Câmara, nota-se:

  • Krupp Stingler – 15%;
  • Volkswagen – 20%;
  • Petrobrás – 25%;
  • Estaleiro Ishi – 26%;
  • COSIPA – 26%;
  • Helibras – 30%;
  • Oi Telecom – 37%.

A análise dos votos para renovação do Senado (2/3) e dos Governadores dos Estados será analisada amanhã, bem como os resultados relativos as igrejas comerciais.

O Zé Ninguém foi fortemente questionado pelos seus leitores e ex admiradores, pela sua colocação “empresarial” e não “partidária” das eleições.

Assim questionado o Zé nada mais fez que levantar os ombros e dizer: “Não foi eu que coloquei as empresas nas políticas…”.

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