HÁ MAIS DE 100 ANOS A HUMANIDADE ESTÁ NO CAMINHO ERRADO – 31/5/17

Ha mais de 100 anos

Bem… este é o título… mas, explicitamos um pouco melhor, não é toda a humanidade, somente boa parte da que denominamos de “ocidente”; e nisso vai África do Sul e, pasmem, a Austrália.

Caminho errado, tremendamente errado num tópico específico. Se, esfuziante leitor, achar que existem outros tópicos errados, que os apresente. E o louvarei.

Bem, em que tópico a humanidade “ocidental” está tremendamente errada?

Direi. Na semana passada, se cumpriram 100 anos de início da luta legal e sistemática contra os fabricantes e vendedores de drogas psicotrópicas.

Sim, pode-se questionar o evento específico que deu origem ao “centenário”. Outros e menores operações já ocorreram contra o uso das drogas antes, mas o evento mais significativo fez exatamente 100 anos a semana passada.

Um afoito leitor, quer me lembrar da “guerra do ópio” de época mais tardia… sim é verdade, mas a estória era devera diversa, eram os países ocidentais que queriam impor ao Império do Meio, a China, o uso compulsório do ópio. Percebe, constrangido leitor, que você está fora do contesto?

Enfim, me perguntaram os demais três leitores, “explica logo esta história”; mais uma estória heterodoxa do Zé Ninguém.

Lá vai.

Há, portanto, mais de cem anos que o “ocidente” luta contra os “traficantes”, vendedores das malfamadas drogas.

Nestes 100 anos e uma semana, a quantidade de sofisticação e ingerência da droga na vida social dos povos aumentou tremendamente.

A luta contra os traficantes, no ocidente, luta contra o uso das drogas, enfim, muito pouco incidiu para a solução do problema.

As causas? O incremento populacional, drogas mais baratas, a angústia provocada pela vida moderna utilitarista e sem valores transcendentes implantados e, objeto deste discorrer, o equívoco do ocidente em lutar contra os traficantes.

E isso por 100 anos.

Por 100 anos, erraram e não perceberam que estavam tremendamente equivocados.

Para resolver a questão, deve-se definir previamente se as drogas provocam danos ao ser humano, sim ou não? A tendência agora é de afirmar que em algum caso médico é útil, no consumo voluptuário, não.

Sem polemizar, acordamos então de concentrar o nosso combate, o bom combate, as drogas consideradas nocivas. Muito bem avançamos; nestas drogas nocivas alguns querem colocar o álcool, muito bem, coloca-se, o álcool também.

O que fazer? Visto que a história dos 100 anos de fracasso já nos diz que ter como objetivo o traficante, que ganha horrores com a sua labuta, é caminho inglório e ineficaz.

O que fazer? É simples e claro: quem mantem toda a diabólica estrutura do tráfico, da produção, a grandes distribuição continental e intercontinental, quem? Quem se não o ilustre e esquecido “consumidor”.

É o consumidor o sustentáculo do sistema nefasto, ele não é a “vítima”, ele é o sustentáculo necessário e indispensável do “crime organizado”, o tráfico de droga.

As autoridades constituídas após perseguir o traficante, com 100 anos (e uma semana) de insucessos não atinaram ainda que erraram o alvo.

Criminoso é o usuário, crime é o consumo. Deve-se perseguir este criminosos, perseguí-lo sim, mas com medidas eficazes não com as quinquilharias que estão utilizando até agora.

Quais seriam então, estas medidas?

Para serem eficazes devem ser medidas que se possam aplicar em larga escala, facilmente e a baixo custo.

Com esta premissa, a solução óbvia, é de “arrestar” o criminoso, preso em flagrante ou “portando” drogas, por dez dias (nos países que adotam o sistema decimal) e por 24 dias nos países que usam o sistema de polegada (2 x 3 x 4).

Prender por este lapso de tempo e nada mais. Reincide? Mais dez dias. Reincide novamente, mais dez dias. Resolve, não sei, nem me importa. O que sei que está implantado um sistema que atinge o objetivo. Sem dúvida terá resultado em 90% dos casos.

E os outros 10%? Bem, que alguém resolva… não é suficiente que o Zé Ninguém resolveu os 90% do problema?

 

P.S.   Uma pequena luz, no fim do túnel, a Prefeitura de São Paulo, para resolver o “centenário” problema, implantou o sistema de internação coercitiva do “dependente”.

Abria-te céu… Catadupas de imbecilidades (dos fautores do sistema centenário) caírem do céu…

Entre outras cretinices, advogava-se que o “dependente” seja consenciente ao seu internamento…

Já viram um bêbado ser consenciente em qualquer coisa?

Já viram um ladrão ser consenciente com a sua prisão?

O bêbado e o drogado, em quanto tal, não tem condição de entender e querer, e portanto, para salvaguardar a sociedade e ele mesmo, deve ir na cadeia, até acabar o estado de inconsciência, como faz, eficazmente, a polícia inglesa.

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