IMORAL x IRRESPONSÁVEL – 9/12/16

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A Presidência do Senado da República oscilou, dias atrás, entre um irresponsável e um imoral.  Triste dilema.

Prevaleceu a imoralidade.

Quando crianças, fomos ensinados, que os adultos em geral e os “senadores” em especial, eram figuras digna e fidedigna.

Evidentemente os “senadores” em escala maior e quase sempre barbudos.

Nem se conseguia imaginar um Presidente do Senado… teria mais barba? Teria barba mais branca?  Não conseguimos, nós crianças, imaginar como seria tal figura, ela estava bem além da nossa compreensão.  Sabíamos porém, com a certeza absoluta que seria um personagem muito mais digno de um senador e muito mais fidedigno deste.

Crenças ingênuas da infância.

Na realidade, os senadores do século XX, são quase todos sem barba e, a maioria, ainda dignos e fidedignos.

Estranhamente o Presidente do Senado, não parece digno, e sem dúvida, não é fidedigno, se não vejamos.

É indiciado em 11 processos. Um senador de respeito, somente com uma só indiciação, renunciaria ao mandato, até o total esclarecimento da questão… e retornaria ao Senado somente depois do clamor público exigir a Sua volta, como pai da pátria, nesse augusto conclave.

O que fez o “nosso” atual Presidente do Senado.

Consegue escamotear-se belamente dos 11 processos e no, único no qual falhou e foi considerado réu pelo Supremo Tribunal Federal. Portanto, pela Constituição deveria… (precisa a Constituição para este dever comezinho?) deixar o cargo… mas não, não deixa e anuncia, aos cinco ventos, que não deixa o cargo… que o STF fique a ver navios…

Mas, o próprio STF, esquecendo-se da afronta, em mil filigranas jurídicas, resolve (6 a 3) que sim, o dito cujo, não pode substituir o Presidente da República (por ser réu no STF… ainda em julgado) e que, sim, pode continuar como Presidente do Senado.

Tudo isso é “tragável”, com dificuldade, mas é, ainda tragável.

Intragável porém, é o desplante dessa figura, em dizer, menos de 72 horas após o “não acato o STF, melífluo e solene, declamar.

“As decisões do Supremos devem ser acatadas”.

O Brasil tem muitos pecados a expiar, mas não cometeu, ainda, pecado tão grave que como expiação deve suportar um traste desse.

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