LÁ SE FOI O CARNAVAL … – 2/3/17

foi carnaval

Se foi… somente restou, além da sujeira nas ruas que as diversas prefeituras celeremente retirarão…

Somente restou:

  • para os bons foliões, boas lembranças;
  • para os foliões bêbados, ressacas;
  • para os foliões bêbados e motorizados: as batidas, os hospitais e porque não? os cemitérios;
  • para o resto da população, inerte em relação ao carnaval, a paz reconquistada.

Não só.

Depois do carnaval o País deveria voltar a agir…, esperamos que sim, preocupado leitor.

Verificamos, com genuíno espanto que Donald Trump, como havia previsto Zé Ninguém, não renunciou ao cargo de Presidente dos Estados Unidos.

Sempre existe a esperança de uma pequena demora, como aconteceu nos casos contados de Juscelino Kubitschek e do Itamar Franco.

Mas admitimos que o Zé Ninguém errou na sua previsão, o que tem a dizer agora.

Bem, o Zé Ninguém, desde o fim da 2ª guerra mundial, sempre previu corretamente o desfecho, dos conflitos com a única exceção da guerra civil na Nigéria. Nesta a etnia IBO e o Zé Ninguém perderam, ganhou a cobiça internacional pelo petróleo, e a cobiça nacional, dos vencedores, por propinas e dinheiro fácil.

O Zé Ninguém que acerta facilmente, guerras civis e incivis, revoluções, revoltas armadas, etc, tem um baixíssimo rol de acertos no campo político.

Explico, ao surpreso leitor.

A política é, ao fim e ao cabo, a arte do possível.

Se for possível mentir, mente-se.

Ser for possível enganar, engana-se.

Ser for possível ludibriar, ludibria-se.

Ser for possível roubar, rouba-se.

Ser for possível matar, trucida-se.

Com um rol tão grande de possibilidades torna-se impossível fazer previsões.

Com a guerra e conflito armado, sabe-se de antemão que cada parte, em benefício do resultado final, mente, engana, ludibria, rouba e mata.

Sabe-se e … aceita-se.

Mas na política…?

Nas repúblicas democráticas o topo da ação política é movimentado por representantes populares…

Seriam então, estes representantes populares, perplexo leitor, que mentem e roubam? (ficamos somente no trivial)

Por certo, você não os elegeu para mentir e roubar…

Mas uma quantidade expressiva deles mente e rouba…; o que fazer?

Vamos por parte.

Mentir, pode ser um defeito abominável, mas no campo “político” podemos admitir que nos embates ideológicos, uma “verdade” não é igual a outra “verdade” do antagonista ideológico.

Portanto, boa parte das mentiras no âmbito político podem ser relevados; boa parte, não todas evidentemente.

No caso de roubo, um dos dez mandamentos, não tem escapatória ou ideologia que ajude. Roubo é roubo, ponto final.

Roubo é roubo, roubando ricos ou pobres.

Roubo é roubo, aplicando taxas extorsivas (né… bancos…).

Roubo é roubo, sonegando imposto.

Roubo é roubo, gozando de benesses indevidas.

Roubo é roubo, recebendo e não trabalhando.

Roubo é roubo, trabalhando e não recebendo.

Ficou claro, atônito leitor?

O carnaval se foi, a dura realidade deve ser enfrentada.

La se foi o carnaval…

 

 

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