LEÃO, CONDOR OU ABUTRE? – 25/3/19

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A escolha do Leão, como símbolo da Receita Federal foi um achado inteligente.

De fato, o leão é o rei da floresta, portanto, pode bem representar o “rei do pedaço”, isto é, aqui, onde vivemos, trabalhamos e pagamos impostos.

Como todos sabem, ou deveriam saber, o leão é possante e majestoso sim, porém, afirmam os ornitólogos, ou sei lá como se chamam os estudiosos dos animais que, ele, de fato, o tal de leão, não faz nada, nada mesmo. Só faz pose e encenação como o leão da Metro-Goldwyn-Mayer.

Quem sustenta a família, é o próprio leão, e a leoa.

Bem, isso não é descredito para a Receita Federal, esta está cumprindo com a sua missão, arrecadar.

Quem deve ser questionado seriam os governos (federal, estadual e municipal) esses sim, abocanham muito e em contrapartida prestam serviços públicos deficientes.

Falando em deficiência, mais deficiente seria o Congresso Nacional que abocanha todo dia um pedaço da carniça (os impostos que nós pagamos) e não fazem o que dele se espera.

Eu, por exemplo, espero uma rápida reforma da Previdência (fazem anos que se fala dela) utilizando, por exemplo, o sistema de capitalização e a opção voluntária a esse sistema.

Espero a reforma tributária, admitindo até que se pague, o alto valor que o leão abocanha atualmente, mas gostaria que o sistema de abocanhar seja mais simples, équo, rápido e barato.

Se tem que abocanhar, que abocanhe de vez, sem as miríades de abocadinhas burocráticas de agora.

Sempre foi um bom pagador de impostos (na minha cidade de origem, Milão, pagar imposto era uma questão de honra).

Discordo de pagar impostos em duas situações.

A primeira é a da pretensão de todos os países do mundo (somente deste planeta, o terceiro a partir do sol) em arrogar-se o direito de taxar bens de um indivíduo em qualquer país do planeta (o terceiro a partir do sol).

Defendo o princípio, simples e natural de que, os bens que um indivíduo possuir em outros países sejam taxados pelos país onde estes bens se encontram.

Aí chega um tributarista de renome, e declara que, não, que muitos países não cobram impostos, ou cobram valores insignificantes.

Estes países seriam os tais “paraísos fiscais” abominados pelos países onde vigora, a ferro e fogo, o “inferno fiscal” que conhecemos.

Continuo agarrado a minha posição, se existem os tais “paraísos fiscais” que exploram a inépcia dos outros países, diria ao meu tributarista que se obriguem estes países a cobrar impostos sobre os bens neles existentes.

Não querem cobrar?

Obriga-os!

Como?

Com boicote comercial ou, mais rápido e eficaz, com ameaça e intervenção armada (aprendam com Israel… raio!).

Qual a justificativa para tal ação extremada?

O reestabelecimento da equidade tributária mundial.

Com a legislação em vigor em quase todos os países do mundo cobrando impostos sobre todos os bens de um “residente fiscal” (1) o símbolo não seria mais a do leão, animal terrestre de hábitos sedentários, mas o de um animal voador que pode alcançar com as largas asas e as robustas presas qualquer indivíduo em qualquer lugar da terra (o 3º…).

A escolha poderia recair sobre a águia, mas acho melhor que esta rapinagem em escala mundial seja representado pelo “condor americano”.

O segundo caso de cobrança de imposto do qual discordo, seria do leão se achar no direito de abocanhar o que, outro animal, deixou para os seus filhotes.

Talvez isso na selva não acontece, mas na selva burocrática qual vivemos, sim.

Esta seria a essência do imposto sobre heranças…

Tem coisa mais objeta? Pergunto, e aguardo resposta.

Pais, ricos ou pobres, querem deixar para os filhos o que amealharam ao longo da vida (2) e aí… nhaquete … vem o leão querendo comer um bocado. Não liga para os desejos de quem amealhou, com sacrífio o pecúlio…, nhaquete e nhaquete…

Pensem bem na situação, não achem que também neste caso o leão deve ser substituído por outro animal? Por um pássaro, possante e faminto? Talvez também neste caso, o próprio “condor americano”.

Não e não!

O leão neste caso se transformou em um outro tipo de pássaro, o abutre, o pássaro que só se alimenta de carniça.

 

Notas:

(1)       Belíssima invenção da raça dos tributaristas

(2)       Ao longo da vida, qualquer um cansou de pagar impostos… agora também na morte?

 

 

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