LULA ESTAVA CERTO – 2/7/18

Luestcerto

Quase.

O que quer dizer “estava certo”?

Não existindo um índice certo ou errado de consenso universal, pode-se criar um índice pessoal em função da “cosmovisão” de cada um, isto é, de como, por exemplo, você entende o mundo e a sua participação nele.

Podemos hipotetizar uma cosmovisão do Lula, como por exemplo, o Estado, isso é ele, ordena e dirige, tudo para chegar a uma sociedade que ele e seus partidários acham adorável.

A opinião do povo, não interessa. A cosmovisão “dele” prevalece e deve ser implantada, e ponto final.

Seja como for, o Lula quando jovem, somente queria subir. Subir como nas montanhas, quando alcançado um cume, você percebe que existe outro um pouco mais alto e quando alcançado esse, vê outro mais alto e assim por diante. De cume em cume, Lula chegou à Presidência da República do Brasil, por 4 + 4 anos, este era um cume altíssimo, mas… Lula queria o próximo pico…

Qual seria? Perpetuar-se no poder. Isso está claro!

Portanto, acatando forçosamente às regras do jogo, depois dos 4 + 4 anos, tanto fez e tanto disse, que colocou na Presidência uma Dilma Rousseff. Qual foi o cálculo feito? Ninguém sabe, mas provavelmente pensou que ela não seria empecilho a sua nova 4 x 4 e, talvez, a sua permanência definitiva no poder. Podia ter posto outro mais capaz? Que tal Palocci? Não… Esse não, ele na Presidência teria engolido Lula. Quem mais?! Somente ele sabe quais os candidatos que analisou e descartou em favor da “gestora” Dilma. Azar do Lula e do país.

Mas, como estava dizendo: Lula estava “quase” certo, claro dentro da sua “cosmovisão”, como acima delineado.

… mas quem era o Lula dos picos intermediários?

Quando competiu e perdeu para o Collor, ele disse duas frases (disse mais, mas essas foram as que o Zé Ninguém captou).

  • “Governarei com o povo:” Oras bolas!! Pensou o Zé Ninguém, governar é atuar e a atuação se faz com disposições legais, conforme as Leis, e quem faz as Leis são os representantes do povo (os deputados eleitos) e dos Estados (os senadores). Afirmar que governará com o povo, indicava claramente, talvez no subconsciente, que não governaria com o Congresso, nem com a Constituição. Então, diria depois: “Seremos… nós contra eles”, sendo que “eles” eram todos que não eram “nós”, isso é, ele.

A segunda frase deixou terrificado o coitado do Zé Ninguém.

  • “Governarei com os professores das universidades”. Entende, o Zé Ninguém, que Lula, emigrante nordestino, tinha na sua, digamos, “microvisão”, a ideia de que os professores das Universidades, para ele, simples operário, eram os suprassumos da sabedoria.

Por incrível que pareça, Lula se enganou contra ele mesmo, mas como assim?

Ele era superior aos sabidões das Universidades pelo simples fato de ser “universal”, mesmo que fraquejante, e os professores universitários eram e são limitadíssimos, pelo simples fato de serem especializados em uma só matéria das milhares que se agregam e se necessitam na sociedade atual.

O que sabe um professor de termodinâmica, em matéria de biologia? E esse último o que sabe de literatura latina ou grega? Ou sobre algo de macroeconomia? Eles podem ser “universais” nas suas especialidades, isto é, conhecer a matéria do início ao fim, mas somente das suas próprias especialidades. Mesmo um Leonardo da Vinci, um multiuniversal pintor, arquiteto, escultor, inventor de 1001 utilidades era limitado ao mundo físico. Conhecia literatura? (um pouco) Direito? (nenhum) História? (que eu saiba, não) Política? (o que seria isso?). O Zé Ninguém, e ninguém mais, sabe que Leonardo entendia de culinária saudável, ele autopsiava cadáveres e via as veias obstruídas pela má alimentação. Fundou um restaurante de comidas saudáveis com Raffaello, o exímio pintor, e… foram à falência.

Portanto, se nas nossas Universidades tivermos miríades de Leonardos nas diversas disciplinas, estaríamos mesmo assim limitados, limitadíssimos.

Ele não, o Lula, era “in nuce” (na essência inicial) um universal. Ele devia governar com ele mesmo, mas infelizmente escolheu a maneira de um Fidel, Mao e Stalin.

Enfim, depois de ter “aceitado” que ele era universal e não os professores (fato que deveria ser conhecido por todos) ele errou … errou mas, quais foram os seus dois erros principais?

Primeiro, digamos que foi um erro juvenil ou de percurso.

O Foro de São Paulo fundado por ele, Fidel Castro e com o apoio (ou buscado apoio) das FARC.

Não se fala mais disso, é muito comprometedor.

O segundo erro?

Falo primeiro de um acerto surpreendente, para Zé Ninguém.

No primeiro governo Lula.

– não tinha José Dirceu, cara de bandido calejado (vai ver que no fundo era um bom franciscano);

– não tinha José Genoino, o falsário ideológico que tanto irritava o Zé Ninguém nas páginas do “O Estado de S.Paulo”;

– não tinha Aloizio Mercadante, a nulidade no estado puro.

Fiquei agradavelmente surpreso, os meus desafetos preferidos não estavam no governo.

O tempo passou, o governo “amadureceu” e entrou José Dirceu. Foi instituído o “mensalão”, pagava-se aos deputados para que eles legislassem como o Lula mandasse e ponto final (ou iniciava-se uma ditadura).

Raio…! Descobriram tudo. Fim do mensalão.

Aí que veio a ideia genial.

Em lugar de cooptar-se os deputados no varejo, com o mensalão, porque não atuar no atacado?

Assim, constituíram, no feudo PETROBRAS, um sistema de partilha financeira que propiciava recursos para três partidos: PT, PMDB e PP. Os recursos chegavam aos partidos, e esses se resolviam com os deputados, os senadores e todos os demais.

… mas veio a chatice da “Lava-Jato” e agora?

Bem, com o STF dividido e com os brilhantes e bem pagos advogados, deve-se achar uma saída pelo impasse, principalmente porque uma grande, grandíssima quantidade de deputados e senadores estão metidos em falcatruas. O Joeslei Batista afirmou que 1600 políticos estavam na sua folha de pagamento.

Interpelados os 1600, todos disseram que eram inocentes das acusações.

De fato, culpados mesmo, foram os eleitores que os elegeram.

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