A MAIOR EMPRESA DE MARKETING DESTE MUNDO… – 16/4/18

a maior empresa de marketing

Não existe!

Mas, poderia existir se… a elite mundial comunista criasse uma empresa deste tipo em Nova Iorque.

Em cinco anos se tornaria a maior empresa do setor dos Estados Unidos e, em mais cinco, do mundo.

Eis aí, uma oportunidade que o Zé Ninguém apresenta a essa classe, digamos, ideológica.

“Mas diga”, arguiu-me um leitor curioso, “por que essas pessoas teriam essa capacidade espantosa e não a utilizariam comercialmente?”

“Ora bolas… pela capacidade ímpar de vender o nada a muita gente”, respondi.

Não é pouco, convenhamos… Mas, será verdade?

Vejamos.

“Eles” colocaram na praça o slogan:

“As contradições do capitalismo”.

E essa afirmação correu o mundo, sem nenhuma contestação, salvo às análises em restritos círculos acadêmicos.

Qualquer agente ou torcedor adepto dessa ideologia pode repetir o “leitmotiv” sem susto; o ouvinte balançará a cabeça de forma afirmativa e se deixará levar por essa ou outras baboseiras do gênero.

Por que ocorre isso?

Primeiro, pela evidente capacidade de “vender” o “nada”, como é a função primordial do marketing.

Segundo, porque o capitalismo não tem “contradições”, e sim “defeitos”. Esses são muitos e foram vendidos, pelo marketing, como contradições.

A quantidade de defeitos do capitalismo faz com que as “virtudes”, imensas, passem despercebidas ao “homem comum”.

É necessário explicar o que o Zé Ninguém entende por “homem comum”, no geral, e em particular, no Brasil.

Devido a fatores, que não interessa aqui discutir, o crescimento populacional nas últimas décadas, foi superior ao crescimento da oferta de educação, saúde e segurança. Como consequência o “homem comum” de hoje tem menos educação, saúde e segurança do que o “homem comum” de antanho (finalmente consegui escrever uma frase com esta palavra… não esquente, somente quer dizer “em tempos anteriores”).

Em compensação, se é que podemos chamar de compensação, o “homem comum” de hoje tem mais saúde, educação e segurança do “homem comum” do futuro próximo, se mantivermos o atual rumo de insensatez da coisa pública e privada, como ocorre no Brasil de 2018.

Mas enfim, quem é este “homem comum” no Brasil, agora?

É um homem que não teve uma educação apropriada em casa, mas teve “em compensação”, uma educação inapropriada na escola, e pior, consegue entrar em uma universidade mesmo assim.

Dizem, não é o Zé Ninguém que afirma isso, que são raros lampejos de verdade que a mídia patriótica deixa escapar, dizem enfim que os estudantes brasileiros, em competições internacionais, conseguem alcançar os últimos lugares…, mas aí a mídia (patriótica) apresenta um ou dois casos de excelência…; são justamente essas exceções que confirmam a regra.

Mas enfim, o que tem a ver com esta estória toda o coitado do “homem comum brasileiro” exclama exasperado um meu leitor.

O fato, caro leitor exasperado, é que este “homem comum brasileiro”, com pouca cultura (pecado venial) e pouca curiosidade (pecado mortal) se torna vítima fácil do marketing de uma certa ideologia que, entre outros bons produtos do seu marketing, afirma que existem contradições no capitalismo.

Contradições? Vamos ver.

O partido comunista, desapareceu de todos os países livres e democráticos, com exclusão o Brasil, onde existem, até, vários deles.

… e, é claro este partido subsiste, único né, nas democracias cubana, chinesa e norte-coreana.

A contradição verdadeira.

O socialismo, isto é, a divisão coercitiva dos bens produzidos para todos (um pouco mais para a elite dominante), pode ser feita, impunemente em qualquer país e em qualquer época.

Impunemente no momento, mas logo a seguir… segue o estancamento do progresso geral.

O próprio Lenin… comunista de quatro costados, logo após assumir o governo, teve que mudar a política econômica “comunista” para a NEP (nova política econômica) que, na essência, era um retorno à “velha política econômica, não distributivista.

Enfim, comparem a qualidade de vida do coreano do sul, com os coreanos do norte. A renda per capita dos sulistas é de vinte vezes a dos nortistas.

Comparem a vida de um chinês da época do Mao Tsé-Tung com a vida do chinês atual. Esse último se beneficiou da NEP, implementada pelo governo atual da China em grande escala.

Mas deixemos de lado as comparações que são infinitas e demonstram às contradições do socialismo. Mais que contradição, o sistema socialista/comunista, pressupõe um descolamento entre a realidade do homem e um sistema abstrato e utópico (se bem que aparentemente agradável).

O Zé Ninguém acha, talvez esteja enganado que, num ambiente socialista, mesmo o mais humano e sensato, não existe clima para o progresso…, talvez, somente, e olhe lá, o progresso cultural, mas… com este progresso, é fácil predizer que o socialismo chegará ao fim… pelas suas contradições.

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