NADA (ajudará os 12 milhões de desempregados) – 29/11/16

nada

Nada do que digo, escrevo ou faço, tem acolhida em nenhum ambiente, nem no familiar nem no ambiente de trabalho, NADA.

E é por isso que me autodenomino Zé Ninguém.

Nada por nada, vamos ver o que o Zé Ninguém escreveu, no livro CANSEI DE TORCER PELO BRASIL, sobre os “ciclos econômicos” nos quais estão, e como estão, inseridos os 12 milhões de desempregados do Brasil de hoje (de ontem).

Antes disso, vamos mensurar o que representam os 12 milhões de desempregados numa força laboral de cerca de 100 milhões.

Iniciamos reduzindo a 10 milhões, os dois eliminados incluem, os que não querem trabalhar por quaisquer razão ou sem razão, e os que não precisam trabalhar, mas que entram na contagem de “desempregados”.  Qualquer Rockefeller ou Gates que não quer mais trabalhar pode entrar na categoria dos desempregados.

Existem porém, 10 milhões, no mínimo, ansiosos por trabalho e devida remuneração, querem ser úteis a si mesmo e de consequência ao País.

Por enquanto, porém, estes 10 milhões são sustentados, como se usa dizer, mal e porcamente, pelos demais trabalhadores na ativa, pelos parentes, pelo estado e várias instituições.

São 10 milhões que não contribuem para o “produto bruto nacional”.

Vamos analisar e mensurar os efeitos de termos 10 milhões de pessoas não produtivas.

Admitindo uma remuneração média de R$ 1.000,00 mensais, o conjunto poderia totalizar uma renda global de 10 bilhões mensais ou 120 bilhões anuais.

Isto seria, a retribuição do que fariam jus; o impacto produtivo, é portanto, o acréscimo do “produto bruto nacional”, porém, seria bem superior. Mas, ficando nos 120 bilhões de R$ ano, constata-se que são:

  • 120 bilhões de não produção;
  • 120 bilhões de não consumo;
  • 120 bilhões de não entram nos bolsos furados;

dos 10 milhões de deprimidos desempregados, diminuindo, assim também a autoestima destes e deprimindo a autoestima nacional.

A autoestima, pessoal e nacional, é também um capital social relevante, relevantíssimo.

Damos uma olhada aos 90 milhões de trabalhadores que, ainda, estão empregados.

Da remuneração destes, deve ser deduzido uma parcela que direta ou indiretamente, serviria para manter em vida os desempregados sem outros recursos.  Estes trabalhadores, na ativa, além do encargo financeiro, como dito direto ou indireto, devem conviver com o horroroso fantasma do desemprego.

Deduze-se disso tudo que o “ imposto” de 5% sobre a massa salarial para manter uma política econômica anticíclica (anti desemprego), como explanado na CANSE DE TORCER PELO BRASIL, é razoável.

Razoável e moderado considerando que se obteria uma economia pujante, de pleno emprego e de amplo desenvolvimento social.

Sistema anticíclico que, como disse o Zé Ninguém, deve contar com a total separação e autonomia em relação ao poder executivo e poder legislativo.

Mas, como afirmei inicialmente, NADA ajudará os 10 milhões de desempregados e NADA do que diga, escreva ou faça o Zé Ninguém é considerado ou pelo menos discutido… por isso mesmo que é um Zé Ninguém.

De consequência, a recuperação econômica, que sem dúvida virá, virá por mérito (esperamos) do poder executivo, do poder legislativo, do empresariado em geral, da laboriosidade dos trabalhadores no ativo, da compreensão dos sindicatos, mas também, e especialmente da penúria e desânimo dos desempregados.

Estes, no meu entender, deveriam apoiar a tese anticíclica do Zé Ninguém, deveriam, mas na realidade são 12.000.000 de zé ninguéns, aos quais se acrescenta mais um Zé Ninguém que vos fala.

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