NEFASTOS X INCONSEQUENTES (De novo Minas Gerais e Paraná) – 2/10/18

NefastosIncons

Alguns solertes leitores dos blá-blá-blás do Zé Ninguém observaram (na realidade se queixaram) que ele diz coisas com simplicidade mas, às vezes, usa termos poucos usuais que tornam mais difícil a compreensão.

Aceito a crítica, vamos a correção.

Por ser impossível mudar os termos do título, vamos previamente esclarecer o que significam.

NEFASTO – para os antigos romanos eram os dias nos quais não devia-se fazer negócios ou qualquer ato importante; caso contrário, não daria certo o que queria-se empreender.

O termo significa: mau agouro; e que pode trazer danos, prejuízo, que é nocivo, prejudicial; traz a ideia da morte, destruição, etc, etc.

INCONSEQUENTE – falta de nexo, de compreensão entre causa e efeito; contrário a lógica, ao bom senso, absurdo, ilógico, contraditório, irresponsável, irrefletido, imprudente, etc, etc.

Agora que os termos estão esclarecidos, vamos aplicá-los.

Os aplicamos neste período eleitoral a dois candidatos ao senado, um por Minas Gerais e outro pelo Paraná.

Ambos são nefastos, e os eleitores que provavelmente vão elegê-los são inconsequentes. Senão vejamos.

O Nefasto Requião atrasou o Estado do Paraná em dez anos, durante os oito anos do seu governo, resultando então em um acréscimo de “nefastitude” de 20% em tempo adicional sobre o tempo do seu retrógado governo. (1)

Tem dúvidas, inconsequente eleitor do nefasto?

Se tem, dê uma olhada em sua conta de energia elétrica.

Pode-se encontrar, dependendo do mês, a famosa “bandeira vermelha” que informa que a tarifa nesse período ficou bem mais alta.

Mais alta por quê? Perguntaria o eleitor inconsequente. Responde o prestimoso Zé Ninguém: “Porque tem que cobrir os custos maiores da energia obtida via térmica, por deficiência da energia hidráulica”.

“Por quê?”, insiste o eleitor inconsequente; e, sempre o Zé Ninguém, responde.

São duas causas, a primeira, evento fora do controle humano e o ciclo hidrológico, isto é, chove ou não chove, e quanto e quando chove.

A segunda é a potência instalada, isto é, se não construir centrais hidrelétricas, a chuva vem e… vai, sem gerar energia.

Claro está, que a coisa é mais complicada, mas o que foi dito dá para entender o básico.

“Bem”, dirá o eleitor inconsequente, o que tem a ver isto com o nefasto Requião?

“Foi ele, sim foi ele” responde o Zé, “que impediu a construção de 164 centrais hidrelétricas no Estado do Paraná”, centrais essas que teriam reduzido o risco de pagar-se mais pela energia térmica.

O eleitor do Paraná, votando nele, e ao mesmo tempo protestando contra o alto preço da energia elétrica (e de muitas outras coisas correlatas) torna-se automaticamente inconsequente.

Neste caso específico, também o nefasto é inconsequente. Ele seria o grande cacique do PMDB no Paraná, deveria, por coerência, votar no candidato do partido, mas por ser inconsequente:

  • visitou Lula na cadeia;
  • comeu mortadela com o candidato do PT;
  • votou contra o impeachment da Dilma.

Este sujeito representaria o povo do Paraná????

Passemos, então, da esclarecida situação no Paraná, para Minas Gerais.

Lá, graças ao luminoso, brilhante e esfuziante Ministro Lewandowski, do STF, a criminosa, assim declarada pelo Senado da República do Brasil, pode candidatar-se a cargos públicos.

Isto é claro, foi arquitetado no escuro… com a cumplicidade do então presidente do Senado, Renan Calheiros (parênteses necessário, como o Brasil pode progredir com as decisões espúrias desses senhores?).

Bem, estabelecido pela dupla Lewandowski/Calheiros, que criminosos podem concorrer a cargos públicos, aguardemos que, cedo ou tarde, dependendo das oportunidades, o Ministro Lewandowski (o grande sacerdote da inconsequência) consiga implantar (legalmente) a regra de que, somente criminosos podem concorrer a cargos públicos.

Votando na Dilma, o eleitor mineiro (que vejam só, é brasileiro também) demonstra inconsequência em alto grau, tão alto grau, que chega até a “nefastitude”.

 

Nota (1)   Asfaltou a rodovia Rio Branco – Cerro Azul, parabéns.

 

 

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