O MAIS HONESTO… – 2/8/17

Mais Honesto

Me disseram, eu pessoalmente não o ouvi dizer, que Lula afirma ser “o mais honesto…” não me lembro se era “do mundo” ou “do Brasil”. Que seja o do Brasil.

Tenho duas observações a respeito:

  • A primeira, não existe o “mais honesto”, existe ser honesto ou não ser honesto.

Ladrão pode. Um pode ser mais ladrão do que outro, mas em honestidade não pode, ou se é honesto ou não se é.

No caso do Lula, para facilitar, criamos um neologismo, “maishonesto”, isto é, na realidade um comparativo. O superlativo de honesto, isso é, honestíssimo. Ele poderia dizer, com mais propriedade “Eu sou honestíssimo”.

Empregando o superlativo, eu não teria mais o que dizer, ele seria mais um da legião (diminuta) dos homens honestos, honestíssimos mas, por Ele utilizar o comparativo, lá vai o segundo questionamento.

  • Quando ser refere ao “mais honesto do Brasil”, entendo que seriam todos os brasileiros e também, todos os estrangeiros naturalizados e também os estrangeiros com residência permanente com documento emitido pelo CGPI/DIREX do Departamento da Polícia Federal.

Neste caso, e somente neste caso, em função do comparativo “mais honesto”, peço que venha a discutir comigo, estrangeiro com visto permanente, para verificar quem é mais, honesto, Ele ou eu.

Bem existem outros, imagino que sim: “bem mais honesto do que o mais honesto” e um deste, poderia pedir em confrontar-se com o dito cujo mas, eu, mesmo sendo “somente o mais honesto” e não “bem mais que mais”…, pela singela razão de ser o primeiro a pedir este confronto, me considero o escolhido para a contenda.

Bem, se eu ganhar e demonstrar que eu, e não Ele, é o “mais”, posso impor lhe, de não mais usar esse bordão nos seus comícios, ou, em alternativa, dizer “Depois do Zé Ninguém, eu sou o mais honesto do Brasil”.

E se eu perder e ele ganhar?

Maravilhoso… por ser menos honesto do mais honesto, posso pedir, por exemplo, somente os 10% dos valores repassados ao PT através dos contratos da Petrobrás.

Pera aí? Isso são do partido, não da pessoa. Está certa a observação.

Então para solucionar este caso que está se alongando, digamos que o triplex em Guarujá, que ele diz não ser seu, e o Presidente da OAS diz que é, resolvo a questão: afirmando que o triplex é meu, com o argumento que eu sou menos honesto do que ele (perdi a contenda, se lembram?).

Fico com o triplex, mesmo sabendo que é uma porcaria, um remendo remendado de um duplex de baixa qualidade.

O próprio ex presidente disse, muito inoportunamente, mas corretamente, que o tríplex é um “minha casa minha vida”, desmerecendo o programa do seu governo e, pior, todos os beneficiários do programa.

Bem, posto isso, posso pedir então os 10% das participações dele ou da família dele ou dos prestanomes dele, das ações da JBS?

Caso negativo, que tal os 10% das comissões sobre a compra dos Grippen? Não quero saber da parcela para a Dilma, outra mais honesta; quero os meus 10% do valor integral da propina.

Não quer dar…? não quer dar não…?

Então me dê 10% das participações na exploração do “pre-sal” (que na realidade seria “pos sal”). Também não quer me dar?

Então, nada valeu eu ser menos honesto do que ele, perdi a contenda do “mais honesto”, a toa.

Não ganhei nada.

 

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