O NOVO MINISTRO DA ENERGIA DO NOVO GOVERNO… – 21/12/18

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Isso, mesmo, o novo ministro, do novo governo disse, pelos jornais, um monte de coisas razoáveis e uma nada razoável: “… Angra 3 é “prioridade”.

Depois informa que foram gastos X bilhões de US$, e que, para terminar serão necessários Y bilhões de US$ e caso não concluída, isto é, parar de vez, custará ainda Z bilhões.

Esta é uma “herança maldita” usando a terminologia do PT que, desta vez, não é do PT, mas dos Governos Militares, no caso, do Presidente Geisel.

Não se sabe por qual carga d’água, o Geisel optou pela “tecnologia alemã”, talvez por ser, ele mesmo de origem germânica.

Pode ser… deve ser… de fato a “tecnologia alemã”, na realidade era derivada da tecnologia de Westinghouse – USA, e esta era… bem paramos por aqui.

Se… é sempre o “se” que, a posteriori atrapalha; … se, fosse o Geisel de origem francesa escolheria a tecnologia francesa assim, com o dinheiro gasto em Angra 1 e 2 construídas, e a 3, a terminar, hoje estaríamos na Angra 12.

A minha opinião, se a opinião do Zé Ninguém interessa, é de não terminar Angra 3 e arcar com o custo Z que é menor de Y. Claro está, que não teria-se, nesse caso, a energia que Angra 3 poderá fornecer.

Energia?! Alguém falou de “energia”?

Falamos então de energia.

Com o valor de Y menos Z, ter-se-á ainda um monte de dinheiro, da ordem de bilhões de US$ que, não aplicados em Angra 3 poderiam ser aplicados em:

  • Usinas hidrelétricas com grandes reservatórios (equivalentes a usinas termonucleares com custo da energia muito mais baixo, e com as vantagens ambientais do reservatório);
  • Hidrelétricas médias e pequenas (no sul do Brasil, tem ainda potenciais hídricos a explorar equivalentes a uma ITAIPU);
  • Parques solares e eólicos que, apesar de algumas limitações, podem gerar energia baratíssima.

O total destas iniciativas vai gerar muito mais energia que a nuclear Angra 3 a custo unitário muitíssimo menor.

Esta seria a opinião, digamos “técnica” do Zé Ninguém, mas existe porém, uma outra razão muito mais relevante que, a já relevantíssima razão técnica.

Temos que fazer antes um breve preambulo.

Nas atividades, privadas e públicas, é necessário, principalmente para estas últimas, que as ações e empreendimentos derivados tenham embasamentos:

  • Éticos;
  • Técnicos.

A luta, em boa hora iniciada no Brasil contra a corrupção, atende ao primeiro requisito, o ético. O segundo requisito, o do componente técnico que se desdobra em uma miríade de subcomponentes, nunca foi considerada essencial no Brasil, como deveria. Não do Brasil de ontem, nem de anteontem, e infelizmente, nem do Brasil do amanhã se ficarmos nas declarações do futuro Ministro das Minas e Energia.

Acho importante então, para fugir da triste sina que aflige o país, que não se conclua Angra 3.

Destaca-se, com a maior ênfase possível:

  • Os erros estratégicos da escolha da tecnologia;
  • Os erros adicionais do tipo de financiamento;
  • Os eventuais erros de gestão;
  • O montante do prejuízo:

—  total;

—  per capita por contribuinte.

Deve ficar claro para todos, Presidente, Ministros, Senadores, Deputados, etc, etc, até mesmo ao último contribuinte que, sim, a corrupção deve ser combatida, mas que com igual ou maior vigor, e toda, a inteligência possível, então contra a incompetência “técnica” das decisões “políticas”.

O prejuízo de todas as escolhas erradas tecnicamente por “razões” políticas, devem ser bem evidenciadas.

Deve doer, na alma e no bolso do brasileiro, a incompetência “técnica” de Angra 3.

Bom Natal, … se conseguir.

 

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