OH… PUTIN…!? QUAL É A SUA…? – 7/5/18

oh putin

O simpático Putin tem toda a minha admiração por ser realista e decidido, sem muitos “mas…” e “pois é…”

O apoiei (o apoio de Zé Ninguém vale alguma coisa…?) no caso dos reféns que ficaram sob a mira dos terroristas em um teatro e que morreram na ação da polícia. Já pensaram quantas mortes foram evitadas devido à prova sangrenta de que, o governo, NÃO trata com terroristas?

O apoiei no caso da ocupação da Crimeia, entendo (talvez Zé Ninguém não entenda nada) mas, digo, que a Crimeia é russa, e não ucraniana (que me perdoem os meus queridos amigos ucranianos).

Existem muitas provas históricas sobre isso.

Uma delas é que, sei lá em qual ano, mas acho que por volta de 1850, ou um par de décadas a mais ou a menos, a Inglaterra e a França declararam guerra à Rússia. Por não terem fronteiras comuns pelas quais podiam guerrear tranquilos, os anglo-franceses, para tornar efetiva a guerra declarada, tiveram que criar um corpo expedicionário e atacar a Rússia… na Crimeia, milhares de quilômetros longe da própria França e Inglaterra.

Os aliados nessa inglória tarefa não eram somente os dois citados: França e Inglaterra, existia um terceiro…

Quem…? quem?

Era o reino de Piemonte (denominação oficial: Reino das Duas Sardenhas), região da atual República Italiana, com MENOR extensão do que o menor Estado da República do Brasil, Alagoas.

Atualmente, o Piemonte tem 4 milhões de habitantes, mas na época poderiam ser menos que a metade.

Este insignificante país (a miniAlagoas, digamos) também declarou guerra à Rússia e enviou um corpo expedicionário para a Crimeia, participando de épicos combates.

Todos os estudantes italianos sabem de cor e salteado os nomes dos locais de batalhas onde os piemonteses (italianos) se enfrentaram, com os russos como, por exemplo, em “Cernaia”, talvez uma insignificante aldeia da imensa Rússia, mas que lá, venceram. Sim, os aliados venceram a Rússia e, em Paris, nas discussões sobre a paz (sempre há… depois da guerra… nunca antes) se discutiram os termos.

Piemonte declarado como vencedor da Rússia, nada quis do vencido, mas colocou na mesa a questão da “unidade da Itália”… foi o primeiro passo de uma série que culminou numa Itália, unida (nem tanto) e independente. (1)

Bem, amigo Putin, como herdeiro dos vitoriosos da guerra da Crimeia, na qual combateram-se as tropas russas do Czar de turno, posso atestar (se isso vale alguma coisa), que a Crimeia é russa.

O Zé Ninguém, apoiou (sem nenhum entusiasmo) a participação russa na Síria. Entendi e entendo que não podia associar-se aos EUA na luta contra o Califado, o Estado Islâmico. Entendo que se uniu à Saddam, por considerar a única maneira de conseguir protagonismo no Oriente Próximo. (2)

Até aí, tudo bem, porém esperava o Zé Ninguém, que em seis ou doze meses, de uma forma ou de outra, tiraria o Saddam do poder. Mas não, Vladimir, você não o fizeste, e isso se tornou um pecado mortal. Este pecado, totalmente desnecessário, faz com que o seu Governo fique associado aos crimes do Assad (e do pai dele) no uso do gás para exterminar inimigos, sejam os que forem.

O Saddam (pai) exterminava com gás aldeias inteiras, principalmente de Curdos, quando você Vladimir era ainda criança e usava calças curtas.

Vladimir, tente, se ainda puder, desvincular-se do mau sujeito, desta forma continuarei a apoiar-te.

E o apoio do Zé Ninguém, aqui no bairro, é fundamental.

 

NOTA TÉCNICA

(e apelo moral…)

A aviação de combate do Exército Russo desde o início das suas atividades na Síria até mais ou menos seis meses atrás realizou 34.000 operações (trinta e quatro mil e zero centavos), sem contar a aviação naval e os lançamentos de mísseis dos submarinos e cruzadores.

Nessas operações foram destruídos 8.000 veículos blindados, 718 instalações e pequenas fábricas de munições, chegando-se a eliminar 60.328 terroristas, incluindo 819 líderes de grupos e 2.840 russos que integravam o Estado Islâmico.

Palavras do Ministro da Defesa russa, o General Sergei Shoigu.

O mesmo disse literalmente também:

“… não menos de 215 tipos de equipamentos militares foram testados em ação real…

… sendo que houve a identificação de 702 falhas que foram sanadas em 99% dos casos…”

Posto isso, Vladimir, era necessário sujar a reputação das Forças Armadas Russas com os crimes hediondos do Saddam?

Como ficam as famílias dos pilotos russos mortos na Síria? Podem pensar que os seus filhos, irmãos ou maridos foram cúmplices dos ataques a gás do Saddam? Certamente a família do herói da Federação Russa, Major Roman Filipov que na Síria morreu, ficaria horrorizada.

E você Vladimir, não ficaria?

Pare com as balelas.

Fez um bom serviço na Síria.

Termine, eliminando do jeito que puder, o tal do Assad.

 

(1)       Argumento para o próximo “post”.

(2)       Argumento para o segundo “post”, seguido do primeiro.

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