ONU – 3 – 18/12/17

Onu 3

Antes de voltar a falar da ONU, acho oportuno lembrar dos dois pequenos episódios envolvendo os países árabes e o Brasil, um na paz outro na guerra.

O da paz.

A PETROBRAS firmou um acordo com um país árabe para busca e exploração de petróleo em determinada área. A PETROBRAS achou um campo gigante, gigantérrimo. O contrato assinado por um sheik ou dois, estabelecia que um percentual notável do petróleo descoberto, ficaria com o descobridor, isto é, com a PETROBRAS.

O sheik, ou os dois sheiks, membros do governo árabe contratante, disseram que a PETROBRAS não teria nada e ponto final.

Ponto final mesmo. O governo brasileiro não se dignou de tomar conhecimento do fato. Ponto final, finalíssimo.

O da guerra.

Uma coalizão da ONU (vejam só…) liderado pelos EUA (ah… bom) entrou em conflito com o Iraque que tinha invadido e ocupado o Kuwait.

A liga militar, tentando envolver mais países na campanha contra os invasores convidou Argentina e Brasil.

A Argentina colocou à disposição o seu porta-avião que, somente ficou a ponto de levantar âncoras semanas depois do fim do conflito.

Para o Brasil, a liga militar sugeriu que o país enviasse um hospital militar que tratasse dos prisioneiros iraquianos.

O governo (que pelo jeito não governava) recusou.

Fiquei pasmo; o Brasil ia “ganhar” dos dois lados: junto à liga militar (a ONU, os EUA e tutti quanti) e junto aos iraquianos pelo bom tratamento que os médicos e enfermeiros brasileiros dariam aos prisioneiros iraquianos.

Coloco, estas informações, para subsidiar ao fim, às minhas conclusões.

Voltamos à ONU.

Essa organização, seria benemérita, se não fosse pela existência de um “Conselho de Segurança” no qual, cada membro deste Conselho, pode colocar um “veto” a qualquer iniciativa da Assembleia Geral (o resto do mundo e mais quatro, dos cinco Países do Conselho de Segurança). Este fato explica, em parte, a “inação” da ONU. Os países que compõem este Conselho são: EUA, URSS, Reino Unido, França e China. Esses países foram os “vencedores” da 2ª Guerra Mundial.

A França “venceu” por delegação, foi vencida e ocupada pelos nazistas.

A China que “ganhou” foi o de Chiang Kai-shek, substituído, pelas armas, por Mao Tsé-Tung.

Mas hoje, dezembro de 2017, e bem 72 anos depois do fim da 2ª Guerra Mundial, devemos, nós os humanos, aceitar este estado de coisas?

99% dos culpados e das vítimas do conflito já não estão entre nós, já morreram.

Uma criança que nasce hoje, ou nasceu 10, 20 ou 30 anos atrás, deve herdar esta situação?

Um jovem búlgaro, argentino, haitiano ou finlandês do futuro deve ainda subjulgar-se ao “veto” de algum país?

Acho que não. E esta posição deveria ser endossada por todos os países do mundo (talvez com exclusão dos governos (não os povos) dos países do Conselho de Segurança).

Proposta do Zé Ninguém: a criação de uma nova organização, desta vez democrática de verdade (NSC – Nações Soberanas Cooperativas), e ainda sugiro, como alternativa, que se estabeleça a data limite para a ONU, o ano de 2045, para a extinção do Conselho de Segurança.

Melhor seria em 2035, ou melhor ainda, em 2025.

E o Brasil? O Brasil que almejou fazer parte do Conselho de Segurança, no que contribuiria para assegurar paz, justiça e liberdade no mundo?

E esta é a pergunta que o Zé faz a todos os brasileiros, lembrando, entre outros, os episódios citados anteriormente.

Termino utilizando o sistema comunista de apresentar notas incitatórias ao final de um discurso:

  • FORA DA ONU
  • NÃO, AO CONSELHO DE SEGURANÇA
  • DEMOCRACIA ENTRE TODOS OS PAÍSES
  • SIM, À NOVA ORGANIZAÇÃO
  • BASTA DA BUROCRACIA DAS ENTIDADES SUPRANACIONAIS DA ONU

 

 

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