A ONU E O BRASIL, OU SEJA, O BRASIL E A ONU – 16/1/18

Onu e o Brasil

Diga-se já, e de passagem, que o BRASIL, seja lá qual for o seu Presidente, não tem estofo para sair da ONU.

Mas deveria.

Como deveriam sair todos os Países que não têm assento no Conselho de Segurança.

O tal do Conselho pode vetar uma proposta endossada pelo resto do mundo, e mais quatro, dos cinco Países do próprio Conselho. É uma abominação tal, que o próprio Lúcifer (atualmente denominado Satanás) invejaria.

Acrescenta-se à própria abominação expressa, o fato de que praticamente toda a população da Terra nasceu após a 2ª Guerra Mundial, e os Países do Conselho de Segurança, vencedores desta antiga guerra de 72 anos atrás, continuam com o ditatorial “poder de veto”.

Seria como aceitar que a Prússia (a seguir Alemanha) vencedora da guerra contra a França em 1870, impusesse a sua vontade, não somente a França derrotada, mas ao resto do mundo, até 1942 e ainda por muitos e muitos anos; por não existirem atualmente sinais do Conselho de Segurança até autoextinguir-se ou, o mundo inteiro, se revoltar contra o próprio Conselho.

Um amigo do Zé Ninguém objetou sobre o fato de que um “Conselho de Segurança” é necessário para evitar que uma maioria de países pequenos (que são realmente a maioria) inventem ou criem situações insustentáveis ou perniciosas.

Concordei com esta observação, mas respondi que é um problema de “engenharia institucional”; seria necessário engendrar um sistema de pesos e contrapesos, eliminando o pesado e ditatorial “poder de veto”.

Dito isso, já tem uma notícia alvissareira (para o Zé Ninguém): Estados Unidos e Israel saíram da UNESCO.

Então temos um precedente auspicioso, que frutifique e abra o caminho e sirva de exemplo para os demais países do planeta.

Como já disse: o Brasil não tem estofo para sair da ONU. Muitos dirão que “não seria de interesse do País esta saída” e outros bla-bla-blás.

Sair da UNESCO, para o Brasil, seria um feito de protagonismo mundial fascinante.

Superaria, o protagonismo da Rússia na Síria, e com a vantagem de não acontecer derramamento de sangue. O tal do Putin, lixa-se do destino do ditador da Síria; interveio na Síria, somente para aumentar o seu protagonismo no cenário mundial.

E por que o Brasil não faz a mesma coisa, de forma incruenta e mais inteligente?

Coloca-se uma dúzia de expert do Itamaraty para buscar os motivos da saída e … saímos.

Voltando à ONU, o Brasil tradicionalmente faz o discurso de abertura para o novo ciclo anual da Assembleia Geral da ONU.

Confesso, Zé Ninguém se confessa, que não li nenhum dos discursos dos ilustres Presidentes do Brasil dos últimos 72 anos.

Garanto porém, e todos podem testemunhar, que foram palavras jogadas ao vento.

Continuaremos sempre assim? Sempre, sempre?

Ou até quando?

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *