ONU VERSUS CONSTITUIÇÃO – 5/11/18

onuxconstituicao

A ONU é aquela que aí está, a mesma que não conseguiu, como todos esperavam, a paz no mundo, ou pelo menos a não beligerância para a resolução dos naturais conflitos de interesse a conseguir através de negociações e não de tiroteios.

A Constituição do Brasil é de 88, a mesma que, após o período dos governos autoritários, promoveu e não cumpriu uma série de direitos ao povo… Bem, alguns conseguiu, porém os mais importantes, não!

Não cumpriu justamente a implantação da democracia, essa que exaltam e proclamam como “supimpa”, elevando com mão firme (ou trêmula?) o volume contendo o seu texto . Justamente a democracia que, por pusilanimidade ou cálculos dos Senhores Constituintes, não criou.

Comecemos pela ONU, os torcedores de um certo ex-presidente, até agora, preso em Curitiba, com regalias incríveis, apelaram à mesma, invocando o sagrado direito de votar e ser votado.

Claro que esse atual, quase presidiário, (quase, em função das diversas regalias) tem direito a votar e ser votado, se não fosse a condenação pela 1ª e 2ª instâncias do aparelho jurídico que protege todos os cidadãos. Será preciso citar Sócrates?

Sócrates não quis, como seus amigos queriam, escapar da condenação à morte, alegando ter se beneficiado, por décadas, da proteção da Lei. Agora, mesma Lei que a todos protege, achou por bem, condená-lo. Por ser contra ele, mas sempre a favor da sociedade, não deveria acatá-la?

Ele a acatou. O ex-presidente, agora presidiário, nunca vai entender o raciocínio de Sócrates, nunca, nunquinha.

Nunquinha, porque ele é leninista. Lenin advogava para si e aos seus adeptos o direito de não somente fazer as leis que bem entendesse, direito que o Zé Ninguém lhe concede, mas também o direito de criar uma “moral” e uma “filosofia” e um novo “direito”. (1)

É assim que pensa o tal do Lula: ele se acha inocente, pela sua moral e pela sua filosofia, portanto não reconhece o direito que protege (bem ou mal) o resto do povo brasileiro, dos quais 700.000 (dizem) que estão na mesma posição dele, presos e esperneando.

De fato, aos condenados é sempre concedido o “jus esperneandi”, é só.

Apelaram, os inconformados, pela perda de cargos e benesses, à ONU. A ONU no entender deles, e do coitado do Fachin, pronunciou-se… mas de qual ONU estamos falando?

Seria por acaso a ONU do Conselho de Segurança? Se fosse, seria bom acatar.

É o 90% do poder bélico do mundo que o Conselho de Segurança representa. São nada menos que USA, Rússia, China, Reino Unido e França. Se o Conselho decidiu a favor do presidiário de Curitiba seria salutar acatar…; mas não foi o Conselho de Segurança.

Foi então a Assembleia Geral?

Bem, a coitada da Assembleia Geral tenta, somente tenta, para ficar bem na fotografia, impor alguma coisa em algumas situações. Às vezes nem tenta ou até mesmo nem fica sabendo do que está acontecendo.

No primeiro caso, seria o massacre de centenas de milhares de bósnios na desagregada Iugoslávia, no segundo, milhões de africanos (tutsi e antitutsi) na África subsaariana.

Seja o que for, o parecer a favor do presidiário nº 700.001 não foi da Assembleia Geral. Foi de um dos burocráticos Comitês, do qual se articula a Assembleia Geral. E esse Comitê, parece que dos “direitos humanos”, formado por 40 ou 50 elementos, recebeu a informação dita pelos jornais, que somente dois (02) acataram o “jus esperneandi” do PT.

Este Comitê, preocupadíssimo com o “direito” do condenado em ser candidato (de novo) à Presidência da República ainda não se manifestou sobre os direitos do povo venezuelano, do povo cubano, do povo sírio, do povo curdo, do povo tibetano… e assim pode-se continuar por páginas e páginas…, e somente se preocupou por um, um somente criminoso condenado depois de amplas e caras defesas, amplas, amplíssimas, super-hiperamplas.

– Oh… Comitê de Direito Humano da ONU, vá catar coquinhos!

E a Constituição, símbolo da independência nacional, merece ser brandida pelos adversários do ex-presidente?

Não, não merece ser brandida, nem um pouco.

O que merece é ser profundamente reformulada, ela é prolixa… e falsária.

O Zé Ninguém, que o mesmo saiba, é o único ser humano que aponta falhas gritantes da Constituição, falhas que atentam contra a democracia. Sim, a Constituição de 88 atenta contra a democracia (constitucional e parlamentar).

Qual é o pilar da democracia!

Todos os sabem, é o voto universal secreto, periódico e igual para todos.

É isso? – pergunta angustiado o Zé Ninguém, “é isso mesmo?”.

Ser for, a Constituição de 88 atende (mal) ao voto universal, atende sim ao voto secreto, e ao voto periódico…

Não atende, porém, ao VOTO IGUAL PARA TODOS. Não atende mesmo. Ao contrário, consagra, com erro de lógica e de matemática o VOTO DESIGUAL NO BRASIL e… porca miséria, os prejudicados não se queixam, muito menos se rebelam…

Calma, estamos no Brasil, no país do faz de conta.

 

Nota (1)       Uma revolução cria, ou pode criar, nova moral e novo direito, por exaustão (não atendimento aos anseios da nação) do “status quo” existente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *