PARLAMENTARISMO X PRESIDENCIALISMO – 14/5/18

Por duas vezes o eleitor brasileiro votou a favor do presidencialismo contra o parlamentarismo.

Na primeira vez, o Zé Ninguém aceitou as desculpas…

Foi uma armação do finado João Goulart (o Lenin dos pampas… lembram-se?).

O truque consistiu na oportuna formulação da pergunta.

Plebiscito e referendo têm esta falha gritante: a formulação da pergunta ao qual o eleitor deve responder pode ser (e sempre é) indutor da resposta.

Já na segunda vez, em relação ao mesmo tema, não existiram desculpas aceitáveis.

A formulação das perguntas foram honestas e claras, como claras foram as respostas do eleitor: República e Presidencialismo.

Em face disso, com a total tranquilidade da alma, o Zé Ninguém deixou de torcer pelo povo brasileiro: se quer estripar-se, que se estrepe, então!, mas continua a torcer pelo Brasil.

Contradição? Não.

Se o povo brasileiro preferiu optar por um sistema inapropriado… que arque com as consequências.

Torcer para o Brasil é diferente, é torcer pelas futuras gerações (essa, como disse, já se estrepou…). Torcer para um futuro muito melhor do que o triste presente, herança do nefasto presidencialismo.

Enfim, existem algumas notícias curiosas:

O Partido dos Trabalhadores, no seu programa, tinha como regime, para o país, o parlamentarismo.

O Lula (LILS), ele mesmo, pressentindo prestes a eleger-se como presidente da república, promoveu dentro do partido, uma consulta para escolha entre os dois sistemas de governo.

Ganhou, vejam só…, o presidencialismo, através da oportuna ausência na votação dos membros do PT de inspiração parlamentarista. Simples né?!

O PT, já que falamos dele, tem outras glórias.

Por exemplo, os seus deputados não votaram à Constituição de 88.

A posteriori, com o jeitinho brasileiro, “alguém” aceitou que eles figurassem como assinantes da Constituição. É assim que se criam falsos históricos.

A seguir, os deputados do PT, o PT enfim, não queriam que fosse realizada a reforma da Constituição programada, pela própria Constituição, para cinco anos depois da sua promulgação.

Quanto à implantação do Plano Real, que acabou com a hedionda e imoral inflação da época, declarava ser um “plano eleitoreiro”.

E tem mais, muito mais, mas ficaram com estas “glórias” já históricas.

Vamos em frente… Todos os países democráticos são parlamentaristas e todas as ditaduras são presidencialistas ou, na melhor das hipóteses, são inicialmente presidencialistas e, depois, se der jeito, tornam-se ditaturas. Exemplos: no Brasil, Vargas, na América Latina, Maduro, no mundo, futuramente, Erdogan.

E o presidencialismo dos EUA?

A situação é deveras curiosa.

O PT & Cia são contra tudo que é “norte-americano”, com exceção do seu presidencialismo.

E nisso, no virtuosismo do presidencialismo norte-americano, muitos brasileiros, não petistas, acreditam.

Analisemos essa exceção, em benefício desses últimos.

Os 13 Estados fundadores dos EUA eram Estados independentes e soberanos, que mesmo com profundas diferenças culturais e econômicas entre eles, optaram por uma “União” entre todos, cedendo parte da soberania. Somente parte.

No Brasil, no Brasil Colônia, tivemos as Capitanias, autônomas mas dependendo da Coroa Portuguesa. Com a independência e o império, se criaram províncias dependendo fortemente da autoridade central.

Com a República, as Províncias tornaram-se Estados, criados do alto para baixo, permanecendo todo o poder no Governo Central, como os anos sangrentos da implantação do regime republicano demonstraram.

Não adianta dispor de um brasão e bandeira do Estado, se para cada “… me dá essa palha” deve, o Governador, deslocar-se para Brasília.

Enfim, no Brasil de hoje não existe real autonomia e independência dos Estados, tal como ocorre, nos vilipendiados Estados Unidos da América.

O nosso presidencialismo acentua o centralismo presidencialista, fortemente antirrepublicano.

Sem contar, não faz parte do tema, mas vale a pena registrar, que iniciou-se no Brasil um processo de culto à personalidade, do condenado a 12 anos de cadeia em 2ª instância, nos moldes dos finados Stalin, Hitler, Mussolini, Tito, Mao Tsé-Tung, Kim Jong-un, e logo mais, Erdogan, Maduro e o elegante Evo Morales.

Voltando ao tema.

O sistema parlamentarista pode, em horas, dias ou no máximo semanas, trocar o chefe do governo, sem o trauma pelo qual o país passou e ainda passa. Devemos, no sistema presidencialista, esperar até 1º de janeiro de 2019, para ter um governo legítimo, legal e eficaz.

Por enquanto, tentamos sobreviver com um Congresso de membros eleitos junto à dupla Dilma-Temer.

Pobre de nós!

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