PORQUE A MAIORIA DOS DEPUTADOS NÃO QUER O VOTO DISTRITAL – 7/6/17

porque a maioria dos deputados

Nem sonhando é que, a maioria dos deputados, pensam na melhor maneira de representar o povo na Câmara. O que eles pensam, na realidade, cada um com seus botões, “eu sou o melhor representante do povo porque sou eu”. Ponto. Este seria o meu pensamento íntimo se deputado fosse. Claro está, que procuraria no dicionário meia dúzia de palavras bonitas e sobre estas discursarei diuturnamente.

No caso específico de junho de 2017 se faz necessária uma reforma do sistema eleitoral para reforçar as instituições democráticas, abaladas por escândalos diários. Nos tempos idos, um, somente um dos escândalos atuais, teria derrubado um governo.

E agora, já faz quase um ano, os escândalos da magnitude e hediondez capazes de derrubar governos, são quase diários e se quisermos retirar sábado e domingo podemos dizer com certeza que escândalo tipo “derruba governo” são diários. São diários… e já vai mais de um ano…

O tópico do título porém, é sobre o porquê a maioria dos deputados não deseja o voto distrital.

Eis os argumentos basilares:

  1. Ele, o deputado, foi eleito com um sistema, e não tem certeza se será eleito se o sistema for diverso. Em time que ganha não se mexe, diz o ditado futebolístico.
  2. O sistema atual, permite amealhar votos em todo o Brasil continental, “uns duzentos desavisados aqui”, “uns trezentos iludidos acolá”, uns 150 esperançosos lá na caixa prego e aí está feito o jogo. Claro está que, para ficar na lista do partido, qualquer partido, a brigo é de foice.

No caso do PT, PC do B, PSOL e não sei mais quem, a briga será de foice e martelo, mas sempre briga será.

Com a proposta “lista fechada”, isto é, o voto de curral, a briga será mais feia.

Os eleitos serão só os primeiros da lista e fim de papo.

No sistema atual de semicurral, o voto preferencial, a um dado deputado podia fazer avançar alguém na classificação geral, seriam os votos a um candidato da lista específica, derivado de uma dada postura na Câmara, ou por discurso específico, ou até, voto por ser, o deputado, de torrão natio. Enfim, estes votos ajudariam na escalada dentro dos votos dados ao partido. É pouco, mas já é alguma coisa.

O voto da lista fechada eliminou esta mínima prerrogativa do eleitor. É a secretaria do Partido (os caciques) quem vão definir os primeiros da fila e os que serão somente figurantes.

Junta-se a “lista fechada” o voto obrigatório e o fundo partidário e está feito o jogo; o jogo do pior mundo possível.

Veja, você é obrigado a votar, e votará para um sujeito que, tentará convencer-te a votar nele, com uma propaganda que você tem que pagar.

A dita “Propaganda Gratuita” é gratuita para o candidato, não para você pagador de imposto. Resumindo:

Pague para ser obrigado a votar num candidato praticamente desconhecido… 7,5 segundos na TV… A maioria dos votantes brasileiros não sabe quem é o seu representante na Câmara.

E como seria o voto distrital?

Bem, para começar, as campanhas com o sistema de voto distrital puro, são bem mais baratas; cerca de 20% do sistema atual.

O primeiro benefício é de que não é preciso, como a maioria dos deputados da Câmara quer, aumentar o Fundo Partidário, mas sim, pode-se reduzí-lo.

A redução do custo da campanha eleitoral é sim, um benefício, na insignificante antes aspectos fundamentais e relevantíssimos que passo a citar.

  1. Os candidatos devem se apresentar no seu distrito, não com os ridículos 7 segundos e meio de TV, mas por horas e horas, nos dias da campanha, de praça em praça, de rua em rua, de casa em casa, e, de olho no olho, explicar a que veio, ou melhor, porque quer representar os eleitores do distrito, o que pensa em fazer, em dizer, em defender, compromete-se assim, olho no olho, com os eleitores distritais.
  2. Eleito, o candidato representa o distrito e aos eleitores do distrito, e deve responder a estes por seus atos, palavras e posições na Câmara. Não responde genericamente ao eleitorado do Brasil (cobrança inócua), mas ao eleitorado específico do distrito (cobrança real).

Então eleitor brasileiro o que vai?

O voto de curral ou o voto distrital?

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