PORTAR OU NÃO PORTAR… EIS A QUESTÃO – 9/1/17

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Vou contar de uma praga que assola o País e, mais ainda o Rio de Janeiro.

Bem, não muito tempo atrás, ocorreu um tiroteio no Pavão Pavãozinho no Rio; e como muito devem ter sabido o Secretário de Segurança do governo estadual, sempre do Rio, pediu demissão depois de dez anos de trabalho honrado e cansativo, lutando contra o banditismo que dominam as favelas do Rio e não só as favelas.

Temos então, como disse, uma estação de televisão: os bandidos, a polícia que luta contra os bandidos e a população, inerme e inocente, no meio.

Uma ova, digo eu, a TV está equivocada.

Vamos analisar a questão por parte.

Tivemos, a seu tempo uns gaiatos, apelidados de legisladores, que definiram que “portar” algumas gramas de drogas para uso recreativo pessoal não é crime nem contravenção.

Os gaiatos, perdão, os legisladores são porém a favor da luta contra os “traficantes de drogas”.

Mas, pergunto eu ao atônito leitor, mas como pode o cidadão “portar” as suas legais gramas de drogas se não adquire dos traficantes?

Façamos juntos uma conta rápida e simples para ter uma ideia da grandeza do problema que os gaiatos criaram.

Admitamos que somente 2% da população do Rio de Janeiro use as drogas “portadas legalmente” e que o consumo per capita seja de 10 gramas por semana.

Teríamos então, pelos cinco milhões de habitantes da grande Rio, uns cem mil consumidores que semanalmente utilizam 10 gramas, perfazendo 1.000.000 de gramas, isto é, uma tonelada.

Uma tonelada de droga, “portadas”, legalmente e consumidas, somente no Rio.

E em São Paulo? Será uma tonelada também ou mais? Acho bem mais. E Belo Horizonte? Bem, acho que seria bem menos. E Fortaleza? Acho, sempre acho, o IBGE que nos diga, será um pouquinho mais de Belô. E assim em diante: Porto Alegre bem menos, Curitiba menos ainda, Salvador bem mais, Vitória menos que Salvador, Florianópolis com um bom consumo no verão. Enfim, podemos estimar umas quarentas tonelada semanais, em todo o Brasil.

Façamos, como controle, a conta inversa.

Pelos 200.000.000 de habitantes do Brasil, as 40 toneladas hipnotizadas (são 40.000.000 de gramas) representam 0,2 gramas por habitante semanal. Muitíssimo menos das 10 gramas chutadas para o Rio.

Todos os números apresentados são para lá de chutados, se fossem reais queria dizer que o Brasil rural é parco consumidor de drogas. O IBGE que diz a respeito?

Voltamos as nossas quarenta toneladas semanais dos centros urbanos, que os gaiatos permitiram “portar” e consumir; de onde provem?

Estas quarenta toneladas semanais devem vir do céu… Se não do céu, então devem vir dos traficantes.

O esforçado Secretário de Segurando do Rio em dez anos não conseguiu resolver o problema.

Daqui há dez anos, é o Zé Ninguém que o afirma, será a mesma coisa, como era a mesma dez anos atrás. E em 2050 como será? Provavelmente igual ou pior, se nada de inteligente for feito. Os sistemas de combate ao tráfico e de “amparo” aos viciados, aqui e alhures fracassaram.

Entendeu isso, leitor perplexo? Entendeu que agora já sabemos, todos, que nos próximos anos, na próxima década, teremos semanalmente centenas de assassinados, com inúmeros policiais mortos, dezenas de mortes por balas perdidas, milhares de crianças arroladas pelos bandidos, milhares de pessoas engolidas pelas drogas, e tudo isso a partir de agora, de amanhã, da próxima semana.

E o que você vai fazer, pávido leitor?

Na próxima semana, pode ter certeza que serão 60 assassinatos dos quais a maioria por drogas…, ou serão “somente” 50?

Tentem saber.

E, sabendo, o que vai fazer? Nada suponho.

Enfim o que fazer?

O Zé Ninguém, do alto da sua insignificância, e visto que o perturbado leitor, não sabe o que dizer, imagine fazer, apresenta um plano que se desenvolve em quatro passos.

1º passo           Enviar para um hospício criminal os legisladores que permitem “portar” drogas para uso recreativo pessoal.

2º passo           Votar para legisladores que queiram resolver o problema.

(Em tempo. A sociedade pode escolher entre tolerar o uso das drogas ou coibi-las. Caso escolha tolerar o uso, nada do que disse e direi terá valor).

3º passo           É livre a comercialização da droga (finalmente os traficantes podem trabalhar em paz…).

4º passo           Dez dias de cadeia para cada usuário preso em flagrante.

Pronto, acabou!

A polícia pode tranquilamente, prender alguns milhares de usuários por semanas.

Eles ficam dez dias na cadeia e depois são soltos sem maiores complicações.

Assim, semanas após semanas, meses após meses, anos se necessário… podem ter a certeza que a praga das drogas acabará: acabará porque acabará o mercado.

 

 

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