PREVIDÊNCIA – ANALISANDO CONTAS – 15/4/19

Previdencia-analisando

1     CONTAS

tabela1

 

2     ANÁLISE

tabela2

As análises (comentários + sugestões) serão feitas para cada subconta identificadas por letras, A, B, C, etc.

Subconta A – RGPS

Do valor total pago aos aposentados se arrecada somente 2/3. Isto é, o sistema já faliu. Alguém quer convencer o povo que o sistema não faliu.

Faliu sim e existem muitas discrepâncias a somar que serão levantadas a seguir.

O Clube do Flamengo, talvez está devendo ao INSS; se estiver, deve ser cobrado judicialmente ele, e os demais clubes de futebol e todas as outras “entidades” devedoras. Pode-se fazer acordo com pagamento parcelado. Isso tudo é insignificante face a magnitude do problema. O sistema de pagamento aos aposentados de hoje com a arrecadação de hoje faliu. Deve-se procurar outro sistema.

Subconta B – Previdência Urbana

Reflete basicamente os valores do RGPS com somente 77% das contribuições para pagar a conta dos aposentados.

Subconta C – Previdência Rural

Um belo dia de outono, alguém que podia, determinou que o “meio rural” entrasse no sistema de aposentadorias; vamos ver o resultado.

As receitas são uns escassos 8% (0,07801418…) dos benefícios pagos. Estes amontam a 112 bilhões, com saldo negativo de 104 bilhões.

Esta é uma medida que vai na contramão dos processos históricos do desenvolvimento das nações, de todas as nações, em todos os tempos.

As nações progrediram reunindo para alcançar o objetivo nacional posto, todas as forças e geralmente das massas mais pobres da população, que adere por vislumbrar um futuro melhor para os filhos.

A previdência rural faz exatamente o contrário reúne um valor vultuoso que poderia servir para algum objetivo nacional ou para sanar algumas mazelas sociais e o dilui… no campo. Para que plantar cenouras se as posso comprar no supermercado com o dinheiro que me dão?

Subconta D – Servidores

O nome “servidores” é bonito. Da a imagem do servidor do estado, do servidor da sociedade.

Nenhum deles porém se acha “servidor”, até o contrário se acham (e são) superiores aos demais cidadãos. Eles ganharam concursos, possuem “direitos”, são inamovíveis e eternos.

Nem todos são assim, existem muitos, muitíssimos, que fazem jus ao nome; servem a sociedade.

Vamos ver o que resulta da conta previdenciária.

Os “servidores” ativos contribuem somente com os 28% do que recebem os seus aposentados.

Pouquinho né?

Subconta E – RPPS civis

Aqui temos dois resultados.

O primeiro sem a contribuição patronal.

Estes senhores contribuem somente com 10% do que os seus aposentados recebem.

Considerando a contribuição patronal o valor arrecadado sobe para 41%.

Mesmo com a ajuda patronal estamos ainda bem menos do que a metade do que se paga.

Subconta F – Pensões e Militares Inativos

A receita é ínfima somente 2,1 bilhões de reais contra pagamentos de 42 bilhões. É somente escasso 5%. Deveria ter a contribuição patronal, mas não tem. Porque não tem?

Vamos ver a próxima subconta.

Subconta G – Previdência da União

Receita 360,5 bilhões. Despesas 642,9 bilhões.

As receitas são 0,59% das despesas.

Uns belos 282,4 bilhões de prejuízo.

Não é somente falência, é hiper falência.

Qualquer empresa que arrecada 99% das despesas vai a falência, o que dizer com 59%?

 Subconta H – Regime Geral da Previdência Social

Previdência “urbana” – benefícios      25,35 bilhões R$

Previdência “rural”                                9,59 bilhões R$

Total                                                    34,94 bilhões R$

As contribuições foram de                  52,44 bilhões RS

Isto é, nessa subconta as contribuições superam os benefícios, exatamente, 50% a mais, exatamente 17,55 bilhões de reais.

Subconta I – Regime Próprio dos Servidores

Os servidores civis e militares, nas ativas e os pensionados, são numericamente equivalentes.

O que quer dizer?

Que a duração da vida aumentou muito nas últimas décadas, portanto, para tentar manter o equilíbrio financeiro desse sistema previdenciário obsoleto temos que escolher entre estas alternativas:

– matar os apresentados, assim diretamente e não aos pouquinhos, quando chegam a idade da equivalência entre valor das arrecadações e valor dos benefícios;

– aumentar a idade da aposentadoria.

Gostaria, na linha da “democracia direta”, que se faça um referendum para o povo escolher entre estas alternativas.

Posto isso tudo, vamos juntos, concluir.

1º    O sistema utilizado no Brasil é a cópia do sistema americano utilizado 80 anos atrás, não vale mais lá, e nunca valeu aqui.

É olha lá, tem gente defendendo.

Quem? É só olhar as tabelas e qualquer um pode ficar sabendo.

O que fazer? A coisa é simples, mudar o sistema. Utilizar o sistema de capitalização, bem explicado no livro “Cansei de Torcer pelo Brasil”. Resumo, um trabalhador que ganha uma salário mínimo, recolhendo 8% deste mensalmente depois de 36 anos terá acumulado capital para receber mensalmente, durante a vida restante, um salário mínimo.

Atenção, muita atenção. Este sujeito com mais ou menos 60 anos poderá viver mais 20 e 30. O que vai acontecer com a Previdência? Morto, bem mortinho o trabalhador, a tal previdência fica usufruindo, pela duração da eternidade, o benefício do defunto.

Quanto seria isso? Mais ou menos, um milhão de S.M. x 12 por ano.

Quer dizer que em um par de décadas (que corresponderia ao tempo que todos nós vivenciamos, do ano 2000 até hoje); o instituto da Previdência terá mais dinheiro que qualquer instituição existente no mundo, talvez excluído o Correio do Japão.

Razão pela qual é indispensável, necessário, fundamental, obrigatório, além de imperativo, que a administração dessa Previdência não fique com o Estado. Com mil desculpas a Marx, Gramsci e Keines.

O livro explica como.

 

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