PROCURA-SE SÓCIOS PARA FORMAR UM CLUBE – 17/10/16

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… que clube? que tipo de sócios? qual a finalidade?

Calma, calma com as perguntas, deixa eu primeiramente contar uma história, a história de uma praga que assola o País e, mais ainda, o Rio de Janeiro.

Bem, muitos devem ter sabido do tiroteio intenso no Pavão-Pavãozinho no Rio entre policiais e traficantes, como muitos devem ter sabido que o Secretário de Segurança do governo estadual, sempre do Rio, pediu demissão depois de dez anos de trabalho honrado (e cansativo) lutando contra o banditismo que domina as favelas do Rio e não só as favelas.

Temos, então, como disse uma estação de televisão, três atores, os bandidos, a polícia que luta contra os bandidos e a população (inocente e inerme, dizia a TV).

Uma ova, digo eu.

Vamos por parte, a primeira é jocosa.

Tivemos uns gaiatos, chamados de legisladores, que definiram que “portar” algumas gramas de droga não é crime nem contravenção.

Os gaiatos, perdão, os legisladores são a favor porém da luta contra os “traficantes”, mas como?  Como pode o cidadão “portar” as suas legais gramas de droga, se não os adquire dos prestativos traficantes?

Façamos uma conta hipotética para ter uma ideia do tamanho do problema.

Admitamos que somente 5% da população do Rio use as drogas “portadas” e que estas seriam em dez gramas de consumo per capita semanal.

Então, 5% de 5.000.000 de habitantes do Rio de Janeiro, seriam 250.000 “portadores” usuários.

Vamos lá, tiramos ainda as crianças abaixo de 10 anos e os velhos acima de 60, e rebaixamos ainda mais: 100.000, um número que acho razoável; teremos então, 100.000 consumidores x 10 gramas = 1.000.000 de gramas, isso é uma tonelada.

Então, semanalmente, as autoridades, pela legislação, estão permitindo que se use, se consume uma tonelada de droga semanalmente no Rio de Janeiro.

E em São Paulo? Será uma tonelada ou mais? Acho que mais; e Belo Horizonte? Bem acho que será bem menos.  E Fortaleza? Acho, é sempre acho, que será um pouquinho mais que Beló.  E assim em diante. Porto Alegre, bem menos, Curitiba, menos ainda. Salvador, bem mais.  Vitória acho um pouco menos que Salvador.  Florianópolis tem um bom consumo, principalmente no verão…

Enfim, mediamente podemos estimar umas 30 a 40 toneladas semanais no Brasil todo que os gaiatos permitem que se porte…, que se use; mas ninguém está autorizado a fornecer.

Estas 30 toneladas semanais devem vir do céu…

Terminada a parte jocosa (na realidade é uma tragédia…) vamos a situação posta pela TV, três seriam os atores, os traficantes, a polícia, e o povo inerme e inocente.

Repito: uma ova! O terceiro ator se divide em uma extragrande maioria de pessoas inerme e inocente e um grande número de consumidores.

Estes últimos, pelos legisladores, podem “portar” e consumir, pessoalmente e claro uma certa quantidade… (parece piada, mas não é).

O esforçado Secretário da Segurança do Governo do Rio em dez anos não conseguiu, resolver a questão (talvez minorou um pouco, sim, nada mais).

Daqui a dez anos, podem ter a certeza que a situação será a mesma, como era a mesma 10 ou 20 anos atrás.  Como será a mesma daqui a 20, 30 ou 100 anos.

Entendem isso? Estenderam mesmo? Já sabemos que nos próximos anos, nas próximas décadas teremos a cada ano centenas de pessoas assassinadas, dezenas de policiais mortos, dezenas de mortos por balas perdidas, milhares de crianças arroladas pelos traficantes, e isto por anos e décadas… e isso a partir de agora, de amanhã, do próximo sábado.

No próximo fim de semana já pode contabilizar uns cinquenta mortos assassinados, ou serão 60, ou serão somente 30?  Tentam saber.

Bem, uma vez sabedores disso tudo, ou mesmo sem saber, a pergunta a seguir vem naturalmente. “O que pode-se fazer?”

Para resolver a questão o processo se desenvolve em 4 passos, palavra do Zé Ninguém.

1º passo        Enviar para um hospício criminal os legisladores gaiatos que permitiram “portar” drogas para uso próprio (não serão, por acaso, deputados eleitos pelos banqueiros do bicho?).

2º passo        Votar para legisladores que queiram resolver o problema.

Em tempo: a sociedade pode escolher entre tolerar/usar drogas ou não. Para mim é indiferente.  Se a sociedade libera o uso de droga eu não estaria aqui escrevendo bobagem, mas… se a sociedade decide que as drogas são um mal para a própria sociedade, deve-se extirpar este mal, portanto, vamos continuar com os passos…

“Alto lá”, diria um leitor atento e preocupado, “a droga é uma praga mundial nem os poderosos Estados Unidos conseguiram debelar”.

Calma leitor amigo; aguarde o terceiro e quarto passo, claro após a aprovação dos Legisladores (de verdade) que legislam de acordo com a vontade da maioria da população que quer a extinção das drogas e das delinquências e maléficos associados.

Vamos então aos passos 3º e 4º.

3º passo        É livre a comercialização das drogas (finalmente os traficantes podem trabalhar em paz…).

4º passo        Dez dias de cadeia para cada usuário preso em flagrante.

Pronto, acabou; em pouco tempo, se a polícia prender uns dois-três mil por dia, todos os dias, podem ter certeza que em espantoso pouco tempo a droga perderá o seu charme… e os seus usuários.

Precisará fazer mais cadeias sim, porém, cadeias mais simples e baratas, de relativa fácil fuga…

E o clube? Ah sim, o clube. O clube seria formado por aqueles que acham que a atual legislação e os valorosos esforços da polícia contra os traficantes são inapropriados, inúteis e portanto, criminosos (por não resolverem o problema…).

Então, que alguém crie este clube, eu e mais dois amigos, vamos aderir e trabalhar.

Se alguém promover o clube já seríamos em quatro.

 

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