PUTIN – 14/9/17

Putin

Sempre gostei e apoiei as tomadas de decisão de Putin, desde a tragédia do teatro, na qual, para não pactuar com terroristas, morreram centenas de inocentes. Lamentável…, mas não se pode transigir com terroristas. As vítimas involuntárias são o preço sangrento que temos que pagar, para manter lei, ordem e democracia.

Apoiei no caso confuso, confusíssimo, da Georgia e apoiei no caso da Chechênia.

Apoiei sim, mas neste último caso teria agido diferentemente.

Daria sim a independência a Chechênia, na condição que TODOS os chechenos para lá fossem. Esvaziar-se-ia a criminalidade em Moscou, e … lá na Chechenia, os chechenos venderiam cocaína de um para outro e vice-versa.

Apoiei, com total tranquilidade, a ocupação da Crimeia “ucraniana” pelos russos. Apesar de ser amigo da Ucrânia, esta nada tem a haver com a Crimeia.

A Crimeia, ponto de passagem Oriente Ocidente, ficou invadida e povoada, por inúmeros povos desde os Cimeiros de Conam o terrível (história em quadrinhos) até os mongóis, tártaros etc, etc, se situaram na Crimeia, ao longo dos séculos. A Crimeia foi entrepostos de gregos, venezianos e genoveses (que faziam, até, pirataria no… mar Cáspio). Enfim, ficou sob o império Otomano e, os russos, finalmente a reconquistaram.

Por acaso em 1853 houve um pequeno conflito na própria Crimeia, de um lado os russo e de outro, ingleses, franceses e… piemonteses. Isto é, a Inglaterra, a França e o Piemonte, região do norte da Itália com monarquia constitucional. O primeiro Ministro de Piemonte, Camillo Benso, conte de Cavour, declarou guerra a Rússia, para poder participar das negociações de paz e colocar a questão da unidade da Itália nas conversações.

Creiam em Zé Ninguém. A Crimeia é russa e Putin tinha razão em fazer o que fez.

Menos razão tinha e tem em apoiar o governo do ditador da Síria…, mas porque o fez?

Não certamente por simpatia com o dito cujo, antipático a bessa, mas para demonstrar que a Rússia existe e é poderosa (unilitarmente) e quer participar intensamente da política mundial.

Vai lá…!

Não o apoiei, quando elegeu Trump e não o apoiarei quando, agora, apoia Kim Young-un, o ditador-neto da Coréia do Norte.

“É necessário”, disse ele, “evitar a paranoia belicista de alguns países (USA, UK, França, etc)”.

“Eles” os coreanos do norte, “estão dispostos a comer grama, para poder ter segurança.”

Vai, Putin, deixa de falar besteiras.

A Coreia do Norte ficou segura por décadas sem mísseis e bombas atômicas.

É só ultimamente que, coitados, se sentem inseguros?

Esqueceram por acaso que foi a China, que os salvou do desaparecimento total, quando amplamente derrotados pela coalização ONU, liderada pelos EUA? Se a China os salvou nessa ocasião, podem contar, SEMPRE, com o apoio dela. A China não quererá nunca ter na sua fronteira um aliado dos americanos armado de bombas atômicas. (1)

Portanto, Putin, se acredita mesmo que os coreanos querem segurança está equivocado.

E claro, é o Zé Ninguém que o afirma, que as declarações dele Putin o colocam, sem custo algum, no cenário político do extremo oriente.

Em relação a segunda afirmação, do que os coreanos estão dispostos a comer grama para obter segurança, isto só vale como figura retórica, não tem sentido algum. A segurança, isso vale para os coreanos, como para qualquer outro povo, pode se alcançar com a inteligência; … mas deixamos este aspecto para outra hora, agora vamos ver, a questão de “querer comer grama”.

Tenho certeza absoluta que esta afirmação putiniana, se for verdadeira, será o ponto de vista da elite militar científica da Coreia do Norte, que seguramente comem bem mas, não do seu povo, este sim deverá comer grama.

Como podemos afirmar isso? É fácil, quais e quantos deputados norte coreanos são a favor de “comer grama”?

Um grande amigo do Zé Ninguém, informa ao próprio que não, … não existem deputados eleitos pelo povo norte coreano.

Ah é…!? Então não sabemos se o povo está disposto a comer grama ou não.

Lembram-se de quando, décadas atrás, a esquerda luxuriante do Brasil e quiçá do mundo, clamava pela “auto determinação dos povos”? Bem este conceito foi aplicado também a CUBA, país no qual, inexistiam deputados eleitos pelo povo. A elite política-militar do Fidel e Raul Castro, se auto intitularam: “povo”. Idem na Coreia do Norte, o ditador neto fala pelo povo.

Voltando a grama e a segurança; então o “povo” coreano defenderá com unhas e dentes (leia-se a misseis e bombas termonucleares) o direito de “comer grama”. É isso?

Putin, gosto de você, mas essa não colou.

Lembra demais a pergunta que Mussolini fez aos italianos “Querem manteiga ou canhões?” A manteiga era sinônimo de boa vida. Mussolini, ele mesmo respondeu “canhões”. Isso significaria esforço para a guerra e a guerra mesmo. O povo não opinou, somente uma parte agitada, nas praças, gritava inconscientemente: “canhões !!!”

 

Nota (1)       Por sinal, a Coreia do Sul, atarefada em fabricar carros, navios e bugigangas eletrônicas, está pensando e pleiteando em ela também ter algumas bombas atômicas. Interessa isso a alguém?

Não, não é interessante para ninguém… não é China e Rússia?

 

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