QUAL A SAÍDA PARA O BRASIL? – 24/8/18

saidabrasil

Não tem saída.

Com as atuais situações e previsões de:

  • os dois extremistas, Lula e Bolsonaro liderando as prévias;
  • os pequenos e médios caciques negociando os próprios currais eleitorais;
  • o mistério de como se comportará o eleitorado na questão crucial de eleger representantes éticos e capazes;
  • o STF dividido em 1ª turma (a que prende) e a 2ª turma (a que solta… né);
  • a maioria dos deputados e eleitores que não se lembra do período de reviravolta econômica, com o então ministro, Henrique Meirelles;
  • o eleitorado, pelas dúbias pesquisas, não reconheceu o ativo, em questões de segurança, do Geraldo Alckmin, que reduziu pela metade o índice de homicídio no Estado de São Paulo e, mais: seis das dez cidades mais seguras do Brasil estão no próprio Estado;
  • uma gangue comanda a criminalidade dentro e fora da instalação prisional;
  • perante a escrachante superioridade do capitalismo liberal (não o capitalismo caboclo do BNDES amigo), em propiciar bem-estar, emprego, segurança, saúde e educação, não percebida por grande parte do eleitorado;
  • o exemplo gritante e ululante das duas Coreias, a do Norte e a do Sul, com os nossos queridos professores universitários que ainda não se tocaram dessa realidade;
  • o Gilmar Mendes, cheio de filigranas juridiquês, não se apercebeu ainda, que todo santo dia do ano, e são 365, a justiça, incluindo PF, MP e juízes de 1ª e 2ª instâncias, descobrem e condenam falcatruas, demonstrando tristemente de como e quanto o tecido social de quem nos administra e governa está podre;
  • policiais morrem no cumprimento do dever, e a sociedade os ignora; morre um político ou política, aí o povo (ou a mídia politizada), se insurge veementemente. Até na morte, no Brasil, se discrimina;
  • sessenta mil assassinatos por ano…; deve-se analisar as causas e pôr os remédios do caso (será que o Congresso sabe disso?);
  • falando em remédios (farmacêuticos) as fraudes no setor, não seriam crime hediondo, sujeito a prisão permanente?
  • tem um condenado em 1ª e 2ª instâncias, talvez até na 3ª, num país que tem quatro, ou quem sabe uma quinta instância, ainda a constituir, que quer, como todos os presos, ser libertado. Se o for, e não devia, deviam sim soltar todos os presos condenados pela 1ª instância e não pelo STF;
  • a Constituição, magnânima, proíbe o trabalho forçado para criminosos presos, porém, obriga, pela estrutura social e legal do país, os trabalhadores “livres” a trabalhar forçado para ganhar um salário mínimo;
  • que seria o mesmo valor que o Estado propicia às famílias dos criminosos presos;
  • que as famílias das vítimas não recebem;
  • que somos obrigados a votar:

TEATRINHO

O CANDIDATO:     Vote em mim que propiciarei tudo o que quiser.

O ELEITOR:     !?

O CANDIDATO:    Sim, eu sou um pouco trambiqueiro, mas o meu concorrente é muito mais…, portanto vote em mim.

O ELEITOR:     !?

O CANDIDATO:      Sim, sim, o meu concorrente, aliás, todos eles, possuem ideologias esquisitas e prometem e prometem, mas na realidade somente ficam nas promessas.

O ELEITOR:     !?

O CANDIDATO:      Ao contrário, eu garanto que, se eleito for, conseguirei uma ótima reforma previdenciária, acabar de imediato com o desemprego, melhorar muito, muitíssimo a segurança pública, acabar com o déficit público, incentivar a nacionalização das empresas estrangeiras, acabar com o lucro excessivo dos bancos, incentivar a educação, educação superior para todos, brancos, negros, mulatos, índios, asiáticos, etc, etc, etc.

E a saúde? A saúde abundantemente fornecida gratuitamente a todos e a mais alguns.

… mais esporte televisivo, mais novelas, mais seriados, mais programas de auditórios, mais e mais programas humorísticos, para alegria e deleito do meu povo.

… oh meu povo, vote em mim e não nos meus concorrentes hediondos.

THE END (do Brasil)

 

1 Comentário

  1. Maurizio disse:

    Boa análise, mas fica a pergunta…

    …não estará a pergunta de qual melhor “sistema” já respondida? Não se está a chutar um cachorro morto a falar das duas Coréias? O ponto lá, hoje, parece ser mais geo-político, e neste campo a do norte parece estar dando uma bela rasteira no resto do mundo (hahaha).

    Bom ponto do capitalismo do BNDES. Sim, por que o mundo moderno já absorveu, em seu hibridismo tão típico, as liberalidades e socialisses em um sistema novo, amorfo, temperado por tudo. O ponto é achar a medida, uma “solução escandinava” que funcione para todos. E o capitalismo de BNDES sem dúvida NÂO é a resposta…

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