REFORMA PREVIDENCIÁRIA… SIM OU NÃO? – 19/2/18

Reforma Previdenciaria

Bem, já que nos últimos tempos tem-se falado desta bendita reforma, tentei saber o que de fato era e, também, quantos desta proposta reforma eram a favor e quantos eram contra.

Perguntados sobre o que propunha de fato a reforma apresentada pelo governo, os fautores da mesma no grande público, demonstraram que pouco sabiam.

As mesmas perguntas feitas aos que eram contrário, o resultado, triste, é que nada sabiam.

Eu também pouco sabia. Como aposentado que sou, pouco me interessava, devido a um juiz que estabeleceu, com a minha concordância, uns vinte anos atrás, que a aposentadoria de meu direito iria diretamente para minha esposa…, portanto, sou totalmente neutro na questão.

Se a mulher, do qual o Zé Ninguém está separado de fato, ganha uma centena de reais a mais ou a menos, me é totalmente indiferente.

Me interessa, ao contrário, que o Brasil sobreviva e sobreviva mais équo e solidário, apesar que o Zé Ninguém, há muito tempo perdeu todas as esperanças em relação a ordem e progresso do Brasil.

A imbecilidade prevaleceu.

O exemplo gritante é a tal da Reforma da Previdência, senão vejamos.

Para início da conversa é público e notório que para angariar votos o Governo abre os cofres públicos aos deputados venais (e são muitos), mas com certeza o governo não tem tantos recursos para tanto apetite.

A segunda questão, único argumento dos detratores da reforma é que o aumento da idade necessária para aposentar-se é elevada demais.

Será? Eu não sei, somente sei que a vida média dos brasileiros aumentou muito.

Este é o único argumento dos contrários a qualquer proposta de reforma previdenciária.

Em relação a esta nada de substantivo, os contrários à reforma dizem ou propõem além de que seria um direito do trabalhador e coisa do gênero.

A essência, isto é, o fato de que o “caixa” do INSS não comporta sustentar a situação atual não os incomoda nem um pouco… seriam os banqueiros e categorias afins de deveriam suprir as deficiências. Sei lá!

De outro lado, os que são a favor da reforma, enxerguam nisso e correção de uma injustiça social gigantesca.

Seriam dezenas e dezenas de milhões de trabalhadores da iniciativa privada que contribuem muito (proporcionalmente) e recebem pouco, em contraste vexaminosos com os funcionários públicos (chamados ironicamente de “servidores”) que pagam pouco e recebem muito e muitíssimo, dependendo da categoria. A categoria que tem mais poder de barganha, ganha mais.

A conversa fiada que circula no Brasil há décadas, talvez séculos, e que tem uma grande disparidade na distribuição da renda, a expressão é infeliz e incorreta, mas ficamos nesta.

A péssima distribuição de renda e exemplificada, usualmente considerando, o topo da pirâmide, de poucas centenas ou milhares de pessoas com as dezenas de milhões da base. Este fato pode ser, e é, real, a correção disso pode ser conseguida via imposto de renda, ou coisa parecida. Que venham estas medidas.

No entanto não se levanta com a merecida ênfase, o fato crucial que temos, no Brasil varonil, cerca de três milhões de escravagistas e cem milhões de escravos.

Os escravagistas são quase todos os funcionários públicos (excluídos os pobres professores e os coitados dos policiais). Os escravos são os trabalhadores da iniciativa privada.

Mais, nesta categoria de “escravos” existe uma subcategoria, que infelizmente é a maioria que além de escravo é condenado aos trabalhos forçados (que a Constituição proíbe).

Da fato, trabalhar um mês inteiro para receber um salário mínimo, não é por acaso trabalho forçado? Se algum nobre deputado ou um não nobre contestador desta definição, não a condivide que experimente trabalhar, digamos de pedreiro, por oito horas por dia, e ao fim do mês receber o salário mínimo…

Experimente antes e discuta com o Zé Ninguém, depois.

Encontramos nós, com a atual situação da previdência social, na mesma situação do voto eleitoral: belas palavras e situação vexaminosa.

A Constituição de 88 declara que o “voto é igual para todos”, mas determina que o voto de quem vive em pequenas unidades federativas vale mais, que a das grandes. E o Brasil, sempre varonil, aceita isso.

O Senador José Sarney se elegeu pelo Amapá com 30.000 votos. Com o mesmo número de votos em São Paulo não se elegeria nem um sub suplente a sub vereador.

Com a previdência, os contrários a reforma, sob belas palavras defendem a manutenção das costas privilegiadas que assola o povo brasileiro e que, esta reforma, pretende combater.

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