A ROMÊNIA… (o exemplo para o povo brasileiro) – 8/2/17

Romenia

A Romênia atual, não tem muita boa imagem na Itália, de fato, por ser um dos últimos países a entrar na União Europeia, centenas de milhares de romenos, devido a forte diferença de nível de vida, se deslocaram para a Europa, e principalmente para a Itália, por ser a língua romena, uma das línguas neolatinas. A Romênia está cercada de povos de línguas eslavas.

Com a chegada de 100.000 mil romenos na Itália, aconteceu que mil eram criminosos e estes criminosos fizeram um bom serviço, assaltos, roubos, assassinatos e tal…

E aí aconteceu também que os italianos, não todos evidentemente, somente 99%, confundiram os Romenos, com os ROM (nome do povo tzigano).

Estes últimos na Itália contam com um regime especial, ainda do tempo do contrato de núpcias entre o Rei da Itália – Vittorio Emanuele III e a filha do rei do Montenegro (Ciorna Gora, em eslavo). O contrato de 1901 dizia que os tziganos (do Montenegro) podiam circular tranquilamente na Itália. Este acordo, supõe, o Zé Ninguém, foi integrado na Constituição Italiana, visto que, após a promulgação desta, eu como policial (sim o Zé Ninguém chegou a ser policial em 1945 e 1946) deveria tolerar as pequenas falcatruas dessa gente.

Por exemplo, se os moradores pertos de um acampamento tzigano, começavam a se queixar de roubos de galinha e roupa no varal, chegava a polícia e convidava os tziganos a se deslocar para outro lugar, para outras galinhas e outras roupas. Nada mais.

O povo ROM não tem nada a ver com os Romenos, dos quais, como disse, um milhar fizeram, fazem e farão estripolia, bem maiores que o rapto das galinhas perpetuado pelo povo ROM.

Precisado isso, volto a dizer que devido a má conduta de um milhar ou dois de facínoras, todos os romenos são mal vistos na Itália. Errado, claro.

Agora veio a redenção desse povo. Redenção que interessa de perto aos brasileiros.

Aconteceu, se o Zé Ninguém interpretou bem as notícias dos jornais, que o Governo da Romênia (o Executivo) propôs um dispositivo legal que “aliviaria a barra” relativa aos “pequenos” crimes de corrupção.

Aí o povo, nas ruas, protestando.

Todos os atos de corrupção são criminosos; grandes, médios ou pequenos diziam.

Bem posto.

No Brasil, o caso é algo diverso, mas o exemplo romeno deve dar ânimo para enfrentar esdrúxulas situações.

No Brasil, por enquanto, temos muitas, muitíssimas ações corruptivas e estas envolvem grandes,  grandíssimas empresas, e envolvem, também e infelizmente, funcionários públicos e ainda, mais grave, parlamentares (eleitos pelo povo…), e estes parlamentares corruptos (somente eles não os de bem), tudo fazem para obstar as ações da justiça quando percebem a possibilidade de serem envolvidos nas investigações.

A situação assim é a seguinte:

Na ROMÊNIA o povo foi as ruas para protestar contra a leniência para com às pequenas corrupções.

No BRASIL o povo deve ir as ruas para protestar contra os entraves que os “legisladores” podem por as ações da justiça.

Simples assim, estimado leitor.

 

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