SE NÃO FOSSE PELA TRAGÉDIA DE MILHÕES DE TRABALHADORES COM O SALÁRIO MÍNIMO… – 21/3/18

tragediademilhoes

As últimas notícias de Brasília fazem o Zé Ninguém rir à socapa (para os de meia-idade é “rir a bessa”, para os jovens… “kkkkk…”), se não fosse pela tragédia dos desempregados.

Nos últimos tempos me impus a tarefa (que não foi agradável) de ouvir os discursos do Senado, proferidos pela “oposição”. Esta minha atitude provinha do fato que o Zé Ninguém, que não vota, queria “entender” os argumentos da oposição às diversas propostas governamentais.

Pego no pé do Senador inútil, o tal do Senador pelo Paraná, Requião. Ouvi o seu discurso, um mês e meio atrás, fiz todo o esforço possível para entender, mas – azar meu – não entendi nada.

Milhões, se não bilhões de pessoas ao longo da vida, trabalharam para alguém ou para alguma empresa ou instituição. Isso não quer dizer, a princípio, que a pessoa que prestou serviços ficou vinculada a mesma, sucumbida, diria-se, pelo resto da vida.

Entre as diversas frases incompreensíveis, entendi que o Ministro Meirelles, dito pela boca do nobre Senador Requião, foi o subalterno pago por servir alguém ou alguma empresa ao longo da sua carreira e, pelo mesmo “pecado”, citou outros membros do governo.

… mas é assim o pensamento do Senador inútil, levantando ligações pecuniárias com bancos e outras instituições abominadas pelo próprio Requião.

Pelo critério dele, o Zé Ninguém, seria:

–     pau mandado de empresas elétricas italianas;

–     servidor de empresa multinacional suíça;

–     cria de grupo industrial alemão;

–     cria e servo de grupo empresarial americano;

e mais:

–     agente estrangeiro no Ministério das Minas e Energia;

–     agente provocador numa empresa do Grupo Eletrobras(1);

e assim por diante, ao longo de mais de 60 anos.

Atenção, não somente o pobre Zé Ninguém, fica preso ao critério esdrúxulo do Requião, mas além do digno Ministro Meirelles, outros que, a princípio, seriam do bem. Que se cuide o Papa Francisco…

Não sei se os cansados leitores conhecem a história de Cristóvão Colombo, cito a estória que antecedeu a do “ovo em pé”. Colombo foi instado, naqueles tempos que antecederam a descoberta da América, pelos sábios da Universidade de Salamanca, para demonstrar que a Terra era redonda (na realidade, esférica).

Colombo apresentou diversas argumentações e essas foram todas refutadas pelos interlocutores. Como a maioria dos meus leitores sabe, a Terra é realmente esférica (redonda dizem), mas não pelas demonstrações de Colombo.

Da mesma forma, o nobre Senador Requião, pode ter razão em denegrir, no caso Meirelles, e “tutti quanti”, mas não pelas razões que expôs no seu discurso no Senado (chamo de “razões” o que na realidade foi uma série de banalidades corriqueiras do PT e associados).

Por sinal por que o Requião não sai do PMDB do Temer, e não se junta aos Lindenberg e Hoffman da vida?

Por isso, o denomino, com todo respeito, de “Senador inútil”.

Pior foi outro nobre Senador (vejam só… pior que o seu Requião…), que com voz tonitruante, sempre no Senado, invectivou os governantes e as suas ações nefastas, no seu entender, e terminou com “a vergonhosa proposta da reforma da Previdência”.

Pode ser… sim, pode ser que em outras oportunidades, o dito cujo, tenha demonstrado porque a dita reforma é vergonhosa, mas neste caso devia ter acrescentado “… conforme já demonstrei”. Não o disse, ficou no esquemão cansativo da esquerda de condenar, ridicularizar, investir contra ideias e pessoas, sem se comprometer com a busca da verdade e, portanto, sem uma avaliação crítica da situação para esclarecimento. “urbi et orbi”.

Antes de concluir que, pelos discursos da oposição que o Zé Ninguém ouviu no Senado, que

A ESQUERDA ABOMINA A BUSCA DA VERDADE

quero contar sobre uma charge de 70 anos atrás.

Nos conturbados anos após a 2ª Guerra, na Itália, o poderoso partido comunista italiano (o mais poderoso fora do bloco soviético), enfrentava o igualmente poderoso partido da “Democracia Cristã”. Os dois lados combatiam ferozmente em debates, às vezes de alto nível, às vezes de baixo nível, com todas as armas verbais possíveis.

Guareschi, ex-prisioneiro de guerra nos campos nazistas, e francamente anticomunista, fundou o semanário humorístico “Candido”. (lembram-se de Don Camillo…?)

A charge que um dia apareceu na primeira página, mostrava uma rua, com dois cidadãos andando, numa das casas estava afixado um cartaz de propaganda comunista. Estes cartazes eram afixados à noite, e, por engano como ilustrado na charge, colocado de cabeça para baixo.

A didascália dizia…

“Puxa vida”, um dos transeuntes falando para o outro, “veja só, uma casa de cabeça para baixo”.

 

Nota (1)     O Zé Ninguém, sob outro nome, trabalhou:

–     empresa elétrica italiana, DINAMO do grupo EDISON;

–     na empresa suíça SWISBORING do grupo RODIO;

–     na empresa SERVIX de um grupo alemão;

–     na CPFL da empresa americana EBASCO;

–     no DNAEE do Ministério das Minas e Energia;

–     na ELETROSUL do grupo ELETROBRAS.

 

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