TECNOLOGIA – 1 – 16/3/17

Tecnologia 1

Num dos bons programas de divulgação, nos quais são entrevistados especialistas em diversas áreas, esbarrei na dissertação de um professor da USP, assim estava escrito numa tarjeta, sobre as diferenças fundamentais entre o Brasil, onde nós todos vivemos e a Coreia do Sul, lá nas Antípodas.

A palavra que resumia o tudo da discussão e que foi pronunciada com a dúvida ênfase foi: tecnologia.

Entendendo, assim, que neste tópico no qual os coreanos são excelentes, nós estamos em defeito.

Correto e verdadeiro.

Porém, errado.

A tecnologia não chove do céu e não brota do solo, a tecnologia, entendam-se as múltiplas e diversas maneiras de obrigar a natureza as vontades (necessidades) dos homens, é o resultado também de diversas e múltiplas circunstâncias.

As elencamos aqui, para corroborar o que afirmou o professor da USP na TV, e também o que não foi dito, mas que os brasileiros deveriam ficar sabendo, em benefício deles próprios.

1º      Capital Social

O da Coreia do Sul é altíssimo, o do Brasil baixíssimo.

O que seria esse tal de “capital social”.

São as virtudes de uma comunidade no seu todo.

Exemplo, na Suíça não se costuma roubar (eu disse “costuma”, não que não se rouba, la tem cadeias e não tem “habeas corpus”).

Qual seria a diferença em termos econômicos entre a Suíça e em outro país qualquer, no qual se rouba abundantemente?

Na Suíça, não existem grades nas casas, portanto, não existe tal gasto, o policiamento é reduzido, portanto, gasta-se menos, cadeias poucas pequenas e vazias, sempre menos gastos.

O mais importante porém, neste tópico específico, é que o cidadão circula tranquilo, usufruindo das benesses da vida, sem ter que olhar para trás, para uma figura estranha que se avizinha.

Portanto, a paridade das demais condições, o cidadão suíço, comparado com o 3º país hipotizado, sem o específico capital social que exemplificamos, viverá melhor; terá mais bens materiais pelo não gastos na segurança, e viverá melhor, porque o ambiente no qual vive é amigável e sereno.

Isto porém, é só um aspecto do “capital social”, que apresentamos como exemplo.

Voltamos a Coreia do Sul, desta vez em confronto direto com o Brasil.

Décadas atrás, logo após a balduria do paralelo 38, que dividia a Coreia do Norte da do Sul…

Parênteses cômica, a Coreia do Norte oficialmente chama-se JOSEON MINJUJUNI IN MIN GONGHWAGUL, que quer dizer algo como república democrática popular da Coreia.

É tão popular e democrática que já está na 3ª geração de ditadores;  um dia vou contar uma história divertida da Coreia do Norte…, voltamos, porém, ao Sul.

Décadas atrás, dizia, um país de camponeses, devastados pela guerra resolveu:

–     trabalhar 12 horas por dia;

–     estudar o máximo possível.

Assim, por um par de décadas a geração dos anos 50 e 60 deram as bases para a ótima situação econômica e social de hoje (e de amanhã).

A recente e rápida destituição da “Presidenta” da Coreia do Sul não atingiu pesadamente a economia.

No Brasil, o longo processo da destituição, portanto com governo acéfalo e sem ação, afetou fortemente e negativamente a economia nacional.

O país Coreia do Sul tem cerca de 100.000 km² e 50 milhões de habitantes está na 12ª posição no índice de desenvolvimento humano. Renda per capita US$ 23.000.

Existem mais de 600.000 professores e 11.000.000 estudantes. As despesas para educação são mais de 5% do Produto Interno Bruto – PIB e, a mais, as despesas para pesquisas são 4% do PIB. (2012)

Disso tudo provem a tecnologia, que como disse o Zé Ninguém, não cai do céu, nem brota do chão.

Provem, a tecnologia, de uma clara vontade nacional, que orienta todas as ações públicas e privadas.

E aqui no Brasil? Que eu saiba os tópicos relevantes da nação são futebol, carnaval e cerveja, e… tecnologicamente falando, somente o carnaval, apesar de alienante, tem tecnologia embarcada.

Ultimamente está se agregando a consciência nacional a luta contra a corrupção e como corolário a necessidade de uma nova elite governante.

As demais diferenças além do fundamental “capital social” as deixo-os para outra conversa e noutro dia.

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