UNESCO – 1 – 20/11/17

Unesco 1

Nas últimas semanas, estive na Europa e, logo na volta ao Brasil, li as notícias que os EUA e Israel saíram (ou ameaçaram sair) da UNESCO.

Esta notícia não deve ter abalado o brasileiro. Penso até, que a maioria do povo esqueceu ou não deu importância ao fato.

Deveria esse povo participar da administração do planeta? Acho que não, apesar que um governo brasileiro pretendia uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

Com atraso de quase quatro décadas em relação ao Zé Ninguém, Estados Unidos e Israel, descobriram que a UNESCO é um covil de falsários ideológicos e outras “cositas más”.

Mais uma vez o Zé Ninguém é o percursor de acontecimentos (e posturas).

Vamos aos fatos:

Entre 3 e 4 décadas atrás, assinei a revista mensal da UNESCO, editada em Paris, para um período de 3 anos.

Depois de cerca de um ano e meio, escrevi para a revista, informando que cancelaria a assinatura da revista, desistindo de receber a publicação.

Contrariamente à minha expectativa, continuaram enviando-a. Irritado, naquela época era bastante irritadiço, escrevi em termos duros e claros… para que os facínoras parassem de me azucrinar com as falsidades que iam cometendo. Entenderam.

Os EUA e Israel demoraram décadas para concordar com o Zé Ninguém.

Mas enfim, o que dizia de tão nefasto a revista da UNESCO?

Bom, a revista apresentava os programas educacionais realizados pelo mundo afora e principalmente os programas organizados e financiados pela própria UNESCO.

O que tinha de nefasto nisso tudo? Diria um leitor atento e, por isso, perplexo.

Vou tentar lembrar-me de alguma coisa.

a) A revista apresentou um programa de alfabetização promovido pela UNESCO em um país africano no qual os beneficiários eram, não me lembro bem, 24 ou 26.

No mesmo período, o Governo Militar no Brasil, promoveu o MOBRAL, através do qual quem sabia (ler e escrever) ensinava a quem não sabia. Milhões de brasileiros foram alfabetizados.

Alguém, não o Zé Ninguém, escreveu a revista relevando o fato; a UNESCO desconhecia (ou queria ignorar) um dos mais extensos e bem-sucedidos programas de alfabetização em massa.

b) Um outro alguém deve ter escrito reclamando que a UNESCO não tinha um escritório na América Latina; responderam que sim, tinham um escritório no Chile (de Allende) ignorando a existência de um Brasil, de uma Argentina, sem falar de outros importantes países da região, necessitado, na época e agora, de auxílio na difusão da capacidade de ler e entender.

 c) A gota, a gota que… etc, etc.

O Estado de Israel ocupou militarmente a faixa de Gaza e o Sinai. No acordo de Paz entre Egito e Israel, promovido pelos EUA realizado em Camp David, o Sinai voltou para o Egito e a faixa de Gaza, que era eginiana, passou, para a infelicidade do mundo e dos próprios “faxenses gazistas” para a Autoridade Palestina. Os egípcios demostraram mais inteligência do que os governantes de Israel.

Durante a ocupação militar israelense, as autoridades (israelitas) decidiram que o currículo escolar da faixa de Gaza, permanecesse o mesmo do Egito, com única ressalva da história recente que envolvia os dois países.

… foi um “abrete ceo” na revista unesquiana “como pode-se ensinar a história recente corrigida pela interpretação israelita?”

Faltava informar aos beócios da UNESCO que Israel foi o único país do mundo que teve o bom senso de manter o ensino original no país ocupado.

O Zé Ninguém não sabe se, ao longo da história, outro país fez o mesmo.

Os chineses impuseram aos tibetanos o próprio sistema educacional-cultural, como fizeram todos os países do mundo, quando ocupam áreas de outras nações, aliás…

… aliás, a Alemanha nazista, quando ocupou a Polônia, fechou todas as escolas. Queriam um povo de analfabetos, para usar como mão de obra braçal.

Foi nessa época que o futuro papa Wojtyła, junto com os outros, criaram uma companhia teatral para obviar a falta de escolas.

Enfim, para o Zé Ninguém, a UNESCO é o centro de difusão de falsidades aptas a moldar o mundo de uma maneira diversa de como o próprio Zé e milhões e bilhões de pessoas que ainda são conscientes e liberais pensam.

Sair da UNESCO seria um bom passo a ser feito por outros países, se democráticos e ciosos da própria cultura e independência.

Isso porém é somente o primeiro passo.

O passo essencial é sair da ONU, tutelado pelas 5 potências vencedoras da 2ª Guerra Mundial. Os 99% da população mundial atual não teve nenhuma participação nesse evento bélico, nem responsabilidades sobre as consequências cometidas, somente são “vítimas” dos absurdos cometidos pela ONU.

Vamos falar disso na próxima semana.

 

P.S.        Em relação a UNESCO tem muito mais.

              O que apresentei foi de 4 décadas atrás. Falarei do que fizeram neste último ano.

 

 

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