UNESCO – 2 – 4/12/17

Unesco 2

Falei (mal) da UNESCO, apresentando os meus argumentos de décadas atrás.

Será que no decorrer desse tempo, a política da UNESCO não mudou?

Será que outras pessoas, além do Zé Ninguém, têm opiniões diferentes?

Legítimas dúvidas.

Vamos então verificar:

  • Peguei um jornal italiano, edição de 13 de outubro de 2017 (O “Corriere della Sera”, de Milão, o mais prestigiado jornal italiano, fundado em 1870);
  • Analisei o artigo de Paolo Mieli, do título “LE TROPPE DISTRAZIONI DELL’ITALIA SULL’UNESCO”.

O artigo é longo e detalhado, e tem como foco, a inépcia dos Governos italianos no trato com a UNESCO.

Basicamente diz que “um expoente político do Qatar, Hamad Bin Abdulaziz Al-Kawari, foi eleito como o novo Diretor Geral da UNESCO”. O artigo lembra que o Qatar “é um dos quatro ou cinco países do mundo mais inclinados ao fundamentalismo islâmico”. Os terroristas dos Estados Islâmicos sabendo disso, se apropriaram, indevidamente, dessa condição.

O Zé Ninguém lembra que meses atrás, diversos países árabes acusaram frontalmente o Qatar de apoiar secretamente o Estado Islâmico.

Imagino até, é somente uma hipótese, que o Estado Islâmico exporta petróleo, e se financia, através do Qatar.

Voltando à UNESCO, o catar Hamad Al-Kawari foi eleito através da “aquisição” de votos, via investimentos, em diversos países, diz Paolo Mieli.

O artigo cita numerosos investimentos na Itália, nos governos Mario Monti e Matteo Renzi.  Esse Kawari conseguiu, em 2010, que a UNESCO declarasse Doha, capital do Qatar, como capital cultural árabe.

Fato lícito e louvável.

O que não é lícito e louvável, é que na feira do livro, em Doha, foram expostos 35 livros antissemitas entre os quais nove edições, dos “Sábios de Sião”(1) e quatro de “Mein Kempf”(2).

O ex-comunista Roger Garandi escreveu um livro “Jerusalém in the Eyes of the Poets” com prefácio do citado novo Diretor da UNESCO, Hamad Bin Abdulaziz Al-Kawari, que neste livro diz: “O controle dos judeus… sobre a mídia e as editoras nos Estados Unidos”.

Em relação à Israel, o ex-comunista também afirma que “o Estado Hebraico é responsável pela guerra civil no Líbano, pela primeira e segunda guerra do Golfo, pela invasão do Iraque e do Afeganistão e pelo caos no Sudão e Egito.”

Enfim, o novo Diretor Geral da UNESCO é claramente fanático e articulado, tenta favorecer o fundamentalismo islâmico e, possivelmente, o próprio Estado Islâmico.

Além das “distrações” da Itália, existiriam também distrações do Brasil? Com a palavra o Itamaraty. Será que perceberam algo a respeito?

A mídia brasileira está vendo e analisando a atuação da UNESCO nos últimos 40 anos?

Alguém, fora o Zé Ninguém no Brasil e agora o Paolo Mieli na Itália, se preocupa com as infiltrações de elementos nocivos à paz, nas organizações mundiais?

O Zé Ninguém sugere: O BRASIL DEVERIA SAIR, AGORA MESMO, DA FUNESTA UNESCO.

 

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(1)       “Os Sábios de Sião”, livro que quer demonstrar a conspiração dos judeus para o controle mundial. São casos falsos comprovados que têm como origem a polícia secreta do…  zar de todas as Rússias a Ocrana (ver Umberto Eco no “Cemitério de Praga”, e Will Eisner em “O Complô”, história em quadrinhos sobre a matéria.

(2)       Memórias de Adolf Hitler, o livro-texto do nazismo.

 

 

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