VOTO DISTRITAL – 12/6/17

Voto Distrital

Como os meus quatro leitores já sabem, eu me tornei, nesta quadra que o País está atravessando – junho de 2017, defensor do voto distrital em contraposição ao voto de curral, a lista fechada, sonho de consumo de todo parlamentar.

Defendo o voto distrital, por uma longa serie de virtudes, as elenco:

a)    O sistema eleitoral com o voto distrital é bem mais barato seja do sistema atual que da lista fechada. Este é somente a menor das vantagens do voto distrital.

b)   Com o voto distrital, o candidato não precisa voar pelo Brasil todo para amealhar voto para ele mesmo e ao seu partido.

Nos meses que antecedem a eleição, ele pode, aliás deve, circular no distrito restrito, e convencer os eleitores, no contato diário e contínuo com os mesmos.

Deve sensibilizá-los, deve induzí-los, a uma certa ideia, a um certo programa ou postura. Se convencer os eleitores será eleito, caso contrário, não.

c)    Eleito deputado, o candidato fica comprometido com o que afirmou na campanha eleitoral. Todos os eleitores do distrito, seja os eleitores que o votaram, que os que não o votaram, sabem perfeitamente quem é o seu representante na Câmara.

d)   Desta forma a correlação entre o deputado e o eleitor é robusto e salutar. Os eleitores sabem quem é o seu representante e sabem no que se comprometeu a fazer. Similarmente o deputado sabe o que o eleitorado quer, e sabe perfeitamente que não pode contrariá-lo.

O sistema é muito bom, claro está, que os caciques dos partidos, de qualquer partido, não vão gostar, por isso que querem postergar para 2022, o voto distrital e ainda com uma “proporcionalidade” que permita, aos próprios caciques, reeleger-se com uma certa tranquilidade.

O ponto de vista do Zé Ninguém é claro VOTO DISTRITAL PURO JÁ NAS ELEIÇÕES de 2018. Ponto.

Winston Churchill foi o grande vencedor da 2ª guerra mundial, mesmo assim, na primeira eleição após o fim da guerra, ele perdeu.

Fazendo um paralelo algo futurólogo, o ex presidente Lula, se candidato no colégio eleitoral do ABC paulista, provavelmente não se elegeria.

Mas enfim, com todas estas belas qualidades do voto distrital, porque o Zé Ninguém está com um pé atrás?

Sim, o único contraponto negativo do voto distrital está na possibilidade, somente possibilidade da Câmara tornar-se uma Assembleia de Grande Vereadores.

Todos eles voltados para os problemas da própria paroquia. Este é o único senão do voto distrital.

Na conjuntura atual, mesmo que isso aconteça, o sistema será mais legitimo do que o atual.

Então, vamos ao VOTO DISTRITAL PURO PARA AS ELEIÇÕES DE 2018.

Posto isso por assente, o Zé Ninguém promete discorrer sobre a licitude e valor do VOTO EM BRANCO…

Na próxima semana mais um arrazoado, às vezes pouco razoável, do Zé Ninguém.

 

A IMPORTÂNCIA DO VOTO EM BRANCO.

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